quinta-feira, 21 de novembro de 2013
A pedra basilar da atração
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
O encantador de pessoas
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Ferramenta de Evolução: O Bloco
Hey, espera não fujas já! Não são blocos de cimento! Trabalhar faz calos, eu sei. He He… Bem, hoje vamos falar sucintamente num exemplo prático que podes incorporar de forma rápida e imediata na tua vida e que poderá fazer verdadeiras maravilhas por ti. Esta é uma das ferramentas que utilizo há já algum tempo e que mais me tem ajudado na minha evolução pessoal a todos os níveis: O bloco de notas.
Quando digo “bloco de notas” estou, principalmente a referir-me ao conceito do mesmo. Na verdade, uso cada vez menos o meu bloco de notas em papel. Comprei um tablet com o qual faço exactamente a mesma coisa só que de forma bem mais cómoda, rápida e flexível. Uso a aplicação SpringPad (Android) que é muitíssimo útil mas existem várias alternativas igualmente interessantes como o Evernote por exemplo. Se não tens uma engenhoca destas o próprio telemóvel pode muito bem ser o suficiente, ou até o bloco de papel propriamente dito.
A ideia aqui é: Sempre que te lembres de qualquer coisa que possa fazer-te dar um passo em frente (nem que seja um passo de bebé) aponta-o imediatamente!
Não cometas o erro de subestimar o que acabei de dizer. Isto é ultra-poderoso!
Se reparares, durante o dia vão surgindo na tua mente ideias avulso. A qualquer hora, em qualquer lugar, em qualquer circunstância. Isto é o teu inconsciente (que é mais esperto que tu) a tentar falar contigo. Muito daquilo que o teu inconsciente te quer dizer não vai servir-te para nada mas um boa parte pode ser aproveitado por ti.
Repara, o teu cérebro é como uma máquina que nunca pára de trabalhar. Mesmo quando dormes, o teu cérebro está em constante azáfama. Ele está SEMPRE à procura de soluções para aquilo que tu entendes serem os teus problemas. SEMPRE. 365 dias por ano, 30 dias por mês. 24h por dia. Quer tu queiras quer não.
O teu cérebro é um poço sem fundo. Hmmm…na verdade ele é mais como um oceano.
Tu podes lançar a rede e apanhar 49 latas de salsichas Frankfurt e uma estranha mistela composta por uma dúzia de agrafadores e a colecção completa de calendários dos jogos olímpicos de Roma. Mas por vezes apanhas bom peixe.
É isso. Pensa nisto como uma pescaria. A tua ideia é pescares as ideias que vão passando e prendê-las para sempre no teu bloco.
Se conheces a história sabes que grande parte das coisas que existem hoje em dia e que trazem valor para a vida das pessoas em todo o mundo nasceram de uma ideia repentina que foi IMEDIATAMENTE registada e/ou posta em prática. Ideias que apareciam nas alturas mais insuspeitas como por exemplo Arquimedes que, certa manhã, enquanto tomava banho numa tina com água teve a ideia primordial para um dos mais fecundos princípios da hidrostática e que é ainda hoje, passados mais de 2200 anos, conhecido como o Principio de Arquimedes. Assim foi, , no simples acto de banhar-se, que Arquimedes descobriu um dos grandes segredos da natureza.
E o que dizer de Galileu Galilei que viu, um momento de oração seu, ser rasgado por uma ideia que revolucionaria o mundo? Quem diria que no movimento oscilatório da corrente de uma candeia de igreja, descobrira o principio rítmico da natureza, que ainda hoje é aplicado na contagem das pulsações humanas, na medição do tempo pelos relógios, nos eclipses do sol e no movimento das estrelas?
As boas ideias não têm hora marcada, por isso tens de estar SEMPRE disposto e preparado para recebê-las.
Nunca penses que tiveste uma ideia tão boa que será impossível esqueceres-te dela até chegares a casa. Naquele momento ela está presente na tua cabeça mas, acredita, mais tarde não vai estar... Tens que registá-la IMEDIATAMENTE.
Este mesmo post, existe porque num determinado dia eu apontei no bloco que poderia fazê-lo. Parei tudo, registei a ideia em 15 segundos e voltei para o que quer que seja que estava a fazer.
Outra dica importante é não subestimar as ideias simples. Nunca descartes as ideias sem antes as pores à prova, independentemente de quão ridículas elas te possam parecer à 1ª vista. Às vezes as ideias ridículas ou imaginativas são as mais lucrativas. Falando estritamente de negócios, posso dizer-te que já perdi conta ao dinheiro que ganhei com o que à 1ª vista me pareceram ser ideias “ridículas”.
Posso dar-te um exemplo:
Eu tenho vários negócios na internet e um dia lembrei-me que seria espectacular se negócios mais bem sucedidos que eu me explicassem como é que chegaram até ali. Estás a ver a ideia não estás? Ou seja, eu lembrei-me de escolher um negócio que eu entendesse ser bem sucedido e, do nada, aparecer na frente do gestor daquela trapalhada toda e, gratuitamente claro, (porque o homem também não tem mais nada de interessante que fazer...) pedir-lhe que me explicasse tim-tim por tim-tim como é que eu fazia para ser tão bem sucedido como ele.
Cool...
Altamente concretizável certo? :)
Bem...por incrível que pareça É MESMO!
É claro que, tal como muitas ideias, as coisas não funcionam exactamente como foram inicialmente delineadas mas tem sido uma ideia altamente instrutiva e produtiva. Hoje em dia não faço negócio com ninguém sem perguntar no fim qual o seu segredo mais bem guardado ou o que é que me podem ensinar.
É claro que uma boa parte dessas pessoas simplesmente ignora-me mas muitas outra FAZEM QUESTÃO de ajudar. As pessoas adoram dar uma mãozinha, muitas não têm nenhum problema em abrir-se comigo e explicar as coisas da melhor forma que conseguem. Não tentam esconder a galinha dos ovos de ouro.
Isto é só um pequeno exemplo para que vejas que ás vezes descartamos ideias simples e directas que nos podem ajudar só porque partimos de um principio enraizado na nossa cabeça que não nos deixa ver mais além.
Leva o bloco para todo lado. Aponta todas as ideias. Sobre o quê? Sobre TUDO! Sobre uma ideia de negócio, sobre a decoração do teu quarto ou simplesmente uma frase solta. Qualquer coisa que, potencialmente, possa fazer com que a tua vida seja mais de acordo com os teus ideais.
Usa o gravador de som do telemóvel/tablet, para ideias mais elaboradas. Faz desenhos e esquemas do que tu queres. Tira fotos. Faz o que for preciso para agarrares aquele pensamento, no instante em que ele acontece. Não adies.
Vais ver que o próprio acto de escrever, em si, é algo mágico.
Vais reparar que, eventualmente, muitas das ideias que escreves acabam por não ver a luz do dia tão depressa. E isso não tem mal nenhum. Às vezes a magia acontece quando tu pões uma ideia em prática que tiveste há, digamos, um ano atrás, e vês que resulta na perfeição! E chegas à conclusão que essa ideia, esse pedacinho de evolução, estaria perdido para sempre se não o tivesses registado. E sentes-te grato por isso.
Quando tu escreves o universo conspira para que o que tu escreves-te, aconteça. Ás vezes, sem te dares conta, vais cumprindo e riscando as ideias do bloco. As coisas começam a acontecer naturalmente! Quanto mais vezes escreves e revês a ideia na tua mente, mais o universo se apronta para te disponibilizar todos os meios necessários à sua concretização. A única coisa que precisas de fazer depois é dar o 1º passo. Pô-la em prática. Usar os meios à tua disposição. Que na verdade sempre lá estiveram mas agora que tens claridade sobre o que tu queres, estão mais visíveis…
Faz isso. Pega agora mesmo numa folha, num guardanapo, no que quer que seja e aponta: "Comprar bloco da evolução" :)
Por falar em bloco, para terminar aqui ficam 2 fotos do meu último e saudoso “bloco”. Na verdade este já era uma versão mais avançada do bloco. É uma capa com várias divisões para tudo o que te possas lembrar, dinheiro, alimentação, negócios, contribuição, etc etc etc. Fica a ideia.

Não te esqueças que nunca vais conseguir chegar a um sitio que não sabes qual é. Vais correr em círculos porque não sabes em que direcção fica a meta...que não existe...
think about it.
domingo, 4 de dezembro de 2011
A maior fraqueza dos homens
Para não dizerem que sou injusto ou machista, hoje vamos falar do calcanhar de Aquiles de nós, homens :)Mas atenção, isto não serve para mostrar como os homens são uns merdas egocêntricos tal como o anterior post não serviu para mostrar que as mulheres são umas cabras dramáticas.
A ideia aqui é trazer consciência para a tua vida. Tentares identificar os padrões do ego na tua forma de estar na vida enquanto homem ou mulher porque a única forma que existe de superares as tuas limitações é ganhares consciência de que elas existem. Qualquer profissional da área te dirá que o 1º passo para superares um problema é tomares consciência (ou admitires) que ele existe. Se não reconheces que tens um problema ou limitação então nunca farás nada para o tentar resolver porque, para todos os efeitos…ele não existe. Faz sentido? Fixe.
Então qual é o ponto fraco do típico homem?
A mente (identificação com os pensamentos).
De um modo geral todos nos identificamos com os pensamentos mas os homens abusam.
Do ponto de vista evolutivo podemos olhar para estas limitações da mulher e do homem como um apego ao 2º e 3º níveis, respectivamente. Se bem te lembras DESTE post sabes que 1º temos o cérebro Reptiliano (Funções vitais – Lidar com os estímulos na hora), 2º o Límbico (Emoções – Lidar com os estímulos com base no passado) e o actual nível de evolução da humanidade é o 3º Neo-Cortex (Mente – Lidar com os estímulos com base no futuro).
Atenção que eu não estou a querer dizer que as mulheres são “inferiores” ou têm menos valor por se identificarem com o 2º nível e os homens com o 3º. Para se atingir o 4º nível (Espírito) é necessário dominar todos os outros níveis abaixo. Não importa se dominas todos menos o 2º ou todos menos o 3º, sem os dominares TODOS não vais subir de nível de consciência.
Então e o que significa identificar-se com os pensamentos exactamente? Ok, prepara-te que isto agora vai ficar um bocadinho freeky!... :o)
Bem, quando tu nasceste os teus pais deram-te um nome certo? Fixe.
Nas primeiras vezes que as pessoas te tratavam por esse nome tu provavelmente ficavas como um burro a olhar para um palácio, tipo “Mas porque é que toda a gente insiste em repetir este som sempre que eu estou por perto”. Passado uns tempos lá acabas por descobrir que aquele som, aquela junção de letras, é o teu nome. Para todos os efeitos passa a ser quem tu és. Ou seja, tu deixas de te identificar com quem realmente és e passas a identificar-te com um som ou a imagem de uma palavra: “Carlos”, por exemplo.
E passas a defender o teu “bom nome” como se de ti próprio se tratasse. Se alguém diz que o Carlos Albuquerque é um paspalho de primeira apanha, tu entendes isso como um ataque a ti próprio…mas é apenas um ataque a um som, ou a uma imagem. É uma ilusão. É uma tentativa de ataque a um pedaço de oxigénio impulsionado e comprimido pela boca e língua das pessoas.
Uma vez que aprendes-te desde cedo a identificares-te com coisas que não são quem tu és, simplesmente continuas a senda pela vida fora, inconscientemente. Passas a identificar-te com um novo carro, com um estilo, com um telemóvel, com uma equipa de futebol, com o teu corpo, com a imagem que as outras pessoas têm de ti e com um milhão de outras coisas. Esse carro, essa equipa de futebol e esse telemóvel, na tua cabeça, passam a ser quem tu és tal e qual como se passou com o teu nome. Se alguém fala mal deles tu defendes essas coisas como se fosses tu próprio que estivesses a ser atacado.
É uma partida da mente.
E, principalmente os homens, andam neste carrossel a vida inteira sem dar por isso. Adoram manter uma imagem de “Macho-Man” associando-se a grandes carros, grandes desafios e grandes…bem…grandes “tudo”. Juntam-se em bandos grandes e vão a um grande estádio chamar grande cabrão a um senhor de negro. Ou então vêm o jogo na TV atrás de uma mini-sagres e no fim dizem “Ganhámos o jogo”. Como diria o Tony Robbins: Tu não fizes-te nada pá! Tu viste outros fazer :)
Tu dizes “Ganhámos o jogo” porque pensas que uma determinada equipa de futebol (um conjunto de pessoas) é quem tu és. Por isso é que te incluis a ti próprio na vitória sem ter feito nada para isso. Se essa equipa perde tu sofres porque julgas que essa equipa és tu. Se alguém diz que essa equipa é uma cambada de coxos, tu entendes isso como um ataque pessoal e defendes-te da mesma forma que te defenderias se alguém dissesse que tu és um estafermo. Tu procuras a tua essência no exterior. Associas-te a uma imagem, no teu entender, grandiosa, para que possas, dessa forma, ser grandioso também.
Mas deixa-me dizer-te que isso é um erro. Isso só vai fazer com que vivas uma vida disfuncional e vai obrigar-te a procurar constantemente a tua identidade nas “coisas” ou nas “entidades” que são vistas como valorosas ao longo do tempo. Isso é um erro também (e principalmente) porque quem tu és, na realidade, já tem todo o valor do mundo…simplesmente tens de reconhecê-lo…encontrá-lo.
“Não procures Deus à tua volta, ele está dentro de ti”
Todas estas associações são no intuito de preservar uma imagem que tens na tua cabeça sobre aquilo que tu achas que um homem é.
O meu conselho? Se és um homem, em vez de tentares definir o que é um homem…olha para ti próprio :) vais ver que é bem mais fácil do que ires à tua mente buscar a imagem ou o conceito do que um homem deve ser e que te foi lá colocada por anos e anos de preconceitos e ideias peregrinas.
Geralmente os homens entendem que ser um homem significa ser um “durão”. Quando vão na rua, olham para as mulheres como se lhes fossem arrumar uma cabeçada…e embora acredite que algumas Sado-maso possam apreciar o confronto :) a maior parte das mulheres não se vai aproximar por genuíno medo.
É comum também, tentarem passar a ideia de que se a mostarda lhes chega ao nariz, rebentam com o focinho de qualquer um que se lhes atravesse na frente. Tudo serve de desculpa para andar à porrada e mostrar ao mulherio como são fortes e saudáveis mais ou menos como quando dois alces se encontram e encaixam as hastes uns nos outros em luta pela amada que tem todo o prazer em assistir ao dramático e empolgante espectáculo.
É esta a identificação com a mente que tanto mina o comportamento dos homens.
Há uns tempos ia na rua e apercebi-me disto mesmo em mim próprio.
Ia a andar normalmente num passeio relativamente curto e comecei a notar que, se viesse uma mulher no sentido contrário na mesma linha que eu, não tinha qualquer problema em desviar-me. Se fosse um homem…bem, digamos que até podia fazê-lo mas ficava sempre com a sensação de que ele tinha ganho a “batalha” e sentia-me como que diminuído.
Se és mulher provavelmente estás a agora a pensar “mas que grande parvoíce” :)
E realmente é. Este tipo de ilusões é típica dos homens. Se és homem tenho a certeza que sabes perfeitamente do que eu estou a falar.
Isto é a identificação com a imagem de “bad-boy”, isto é a identificação com a mente e com os pensamentos. “Porque é que hei-de ser eu a desviar-me?”, “Se eu me desviar ele vai pensar que eu sou um banana qualquer”, “Não posso dar parte de fraco”,etc, etc, etc. É tipo aquela cena que vês nos filmes em que dois carros aceleram um contra o outro a ver quem é que se desvia primeiro. Se nenhum se desviar morrem os dois mas pelo menos a imagem de bad-boy fica intacta…é óbvio que isto é uma parvoíce e é preocupante no sentido em que há homens que estão mesmo dispostos a morrer para preservar uma ilusão na sua mente.
Concluindo: É verdade que a emoção e o drama são a fraqueza das mulheres mas não é menos verdade que são, ao mesmo tempo, a sua maior força pois a emoção e espontaneidade é uma das coisas que faz uma mulher SER uma mulher. Faz parte da sua natureza e está intrinsecamente ligado às suas funções biológicas maternais e estritamente femininas. Com os homens passa-se exactamente a mesma coisa. A identificação com a mente e com o corpo (a forma) é a nossa maior fraqueza mas foi através dela que muitas das coisas que existem hoje e que nos ajudam enquanto seres humanos e enquanto comunidade se tornaram possíveis. Só fazendo uso continuo e absoluto das nossas capacidades mentais foi possível chegarmos à lua ou construir o foguetão que nos levou lá. Nada disto era possível sem a mente.
Então o que se passa aqui? Afinal a emoção e a mente são coisas boas ou más?
Bem…nem uma coisa nem outra. O verdadeiro problema não é a emoção ou a mente. O verdadeiro problema é nós IDENTIFICARMO-NOS COM ELAS. O verdadeiro problema é nós pensarmos que SOMOS as nossa emoções ou que SOMOS a nossa mente e os nossos pensamentos.
A ideia é utilizarmos a mente e as emoções em nosso proveito e não o que tem sido até aqui, deixando a mente e as emoções governarem os acontecimentos a seu bel-prazer. Dar rédea solta às emoções e aos pensamentos é que é o problema. É como ter um motor de 400 cavalos num carro sem volante...o poder está lá mas poder sem controlo não tem nenhuma aplicação útil . Ele não usa a estrada, ele vai sempre em frente até encontrar um muro de betão.
Além disso o “bom” e o “mau” não existem.
Perguntar se as emoções ou a mente são coisas boas ou más é a mesma coisa que perguntar se um lápis é uma coisa boa ou má…
Que me dizes? Tens o lápis em boa consideração? :)
Ok, um lápis talvez seja difícil de por de um dos lados mas por exemplo…uma arma de fogo. Que me dizes de uma arma de fogo?
Provavelmente achas que uma arma de fogo é uma coisa “má”, certo? But guess what: O “Bem” e o “Mal” não existem. Não há nada intrinsecamente bom ou mau. Estes termos foram inventado pela nossa mente que muito gosta de catalogar e classificar as coisas. Para a nossa mente uma arma de fogo não pode ser só uma arma de fogo. Sem etiquetas. Sem bom ou mau. Simplesmente um arma de fogo. Ela tem que ficar associada (mais associações) aos eventos (maioritariamente violentos, claro) em que participou. Mas isso não é a arma! Isso são os eventos em que ela participou... As pessoas consideram que a arma é má não porque a arma em si seja efectivamente má mas porque esteve envolvida em cenas violentas.
Na verdade muito poucas armas mataram alguém, geralmente é sempre uma pessoa por detrás dela…
As armas não se juntam e decidem assaltar um banco.
É por isto que as campanhas para reduzir a quantidade de armas são, em grande parte, uma perca de tempo e dinheiro. O problema nunca foi nem há-de ser a quantidade de armas à disposição mas sim a vontade das pessoas as usarem…
Armas não matam pessoas. Pessoas matam pessoas.
E porque é que as pessoas (principalmente homens) continuam a usar armas? Porque isso lhes dá um poder astronómico. Porque retiram grandiosidade disso tal como o fanático de futebol retira da sua equipa. Como? Repara,
Aqui está uma pessoa qualquer:

E aqui está a pessoa mais importante da tua vida:

Viste como é que, em meio segundo, alguém passou de um “Zé Ninguém” para “Deus todo-o-poderoso” que decide se tu vives ou morres?
É esta a ilusão da mente que tanto nos aflige. O homem julga que com uma arma ou com um grande carro passa a ser mais homem do que na verdade é. Ele tenta transferir a imagem que a arma ou o carro têm, para si próprio. Ele julga que a imagem de poder e de mauzão vai impedir as pessoas de lhe fazerem mal e vai ganhar o respeito delas. Ele julga que a imagem daquilo a que ele se associa, é quem ele é. Ele julga que os pensamentos que ele tem são quem ele é.
Mas ele não é nenhuma dessas coisas…ele não é uma equipa de futebol nem um carro, isso é exterior a ele. Ele não é uma imagem de poder, ele É o poder. Ele não é um pensamento ou uma emoção, ele é aquilo que está por detrás do pensamento e da emoção. Se ele fosse um pensamento, ele não podia ter consciência de que estava a pensar porque um pensamento não pode pensar por ele próprio. Para haver um pensamento, tem que haver um pensador.
Tu és esse pensador! Não és uma imagem ou um conceito na cabeça do pensador nem és a emoção que percorre o corpo do pensador.
Também não és o corpo do pensador embora o uses temporariamente para conseguir viver nesta dimensão.
Tu és consciência pura.
É isso que tu és. E é esta a ÚNICA verdade absoluta do universo. TODAS as outras verdades são verdades relativas porque todas provêm desta verdade base.
E é essa a tua missão na terra: Ganhar consciência.
Quando suficientes seres humanos tiverem suficiente consciência a humanidade ultrapassará o nível de consciência da mente para formar algo que, sinceramente, não faço ideia como se irá manifestar.
Nem importa. A única coisa que importa é que evoluímos. Tudo o resto é paisagem.
Se passarmos o ponto de não-retorno e não conseguirmos evoluir na janela de tempo que o universo nos dá, estamos condenados. O que, do ponto de vista global, acaba por ser indiferente…porque eu sou humano e se olhar para dentro de mim, vejo que isto é só a minha mente a querer perpetuar a espécie humana.
É como as campanhas para salvar o planeta terra. São tudo balelas.
O planeta terra já resistiu a impactos de asteróides com mais de 200km de diâmetro, gases venenosos que encobriram todo o globo e mataram tudo no seu caminho e sabe-se lá o quê mais.
A última coisa que preocupa o nosso planeta é vir a transformar-se numa grande rocha árida e cinzenta.
O planeta terra não precisa de ser salvo, nós é que precisamos!
Bem…o post já vai longo e por hoje ficamos por aqui. Hoje entrámos um bocadinho em áreas mais obscuras e complexas que são muito complicadas de por em palavras…em todo o caso espero ter conseguido ser claro o suficiente e peço desculpa se por ventura fui duro demais nalgum trecho, não é minha intenção magoar ninguém.
Se houver alguma parte que precise de explicação extra, deixa-me um e-mail em
labirintotransparente@gmail.com
prometo responder a todos.
E agora para terminar em beleza... :)
sábado, 1 de maio de 2010
O 1º ano - A importância do fim
E aí está. 1 ano faz hoje este blog! 1 ano de coragem e desafios, 1 ano de medos e incertezas.
1 ano em que aprendi e evoluí mais do que nunca, 1 ano em que tentei ajudar o maior número de pessoas possível. 1 ano em que aprendi a saber o que quero dizer, como, quando, porquê e a quem. Encontrei pessoas com FOME DE VERDADE, que quiseram aprender e encontrei pessoas que me ensinaram o que aprenderam.
À boa moda beirã, A TODOS UM GRANDE BEM-HAJA.
Thank you, obrigado, arigato.
Mesmo os que leram e nunca mais voltaram, mesmo os que não concordaram.
Estou grato a todas as pessoas que de uma forma ou de outra tocaram ou foram tocadas pela energia do guerreiro da luz. Nem eu nem eles conseguiremos algum dia quantificar o valor acrescido que inundou as nossas vidas por esse simples e aparentemente inócuo acontecimento.
365 dias que foram tudo menos indiferentes na minha vida.
Estou certo que não chateei, magoei ou inspirei suficientes pessoas. As minhas desculpas. Vou tentar ser mais directo, ordinário e descabido daqui em diante.
Estou certo de que não me expus ou desafiei o suficiente mas sei que, as vezes que o fiz, em grande parte o devo a este blog.
Não estou completamente certo de querer fazer isto durante muito mais tempo mas sei com 100% de certeza que continuarei a fazê-lo enquanto isso me envergonhar e amedrontar.
Muito embora tenha hoje em dia 1/10 do tempo que tinha quando tudo começou (se bem que por um lado isso é óptimo :) prometo que nunca escreverei algo sem ter algo importante para te dizer.
E agora que falo nisso...há algo muito importante que tens de saber sobre o começo deste blog.
De entre tudo o que fiz para começá-lo, uma dessas coisas realmente determinou o inicio.
Porque sabes tão bem como eu que é fácil adiar. E foi isso que eu fiz durante bastante tempo.
Nós temos esta estranha tendência para adiarmos o nosso sucesso e a nossa felicidade até ao limite máximo que conseguirmos. Nós morremos de medo de ser bem sucedidos.
Decidir ser bem sucedido, saudável e feliz é incomparavelmente mais difícil do que percorrer o caminho que tens de percorrer para o ser.
As histórias sobre o caminho são horríveis e metem histórias de monstros de 7 cabeças mas quando decides levantar o rabo e dar o primeiro passo elas esfumam-se no ar.
É muito mais fácil deixares-te envolver pela mediocridade.
Teria sido muito mais fácil para mim simplesmente não ter começado o blog. Não me expunha a mim e à minha vida pessoal, não tinha comprado esta obrigatoriedade de escrever, não tinha necessidade de me colocar constantemente num estado de energia que me permita fazê-lo decentemente, não tinha “perdido” horas e horas em frente do Word a escrever para sabe-se lá quem...sei lá eu se a página não se perde na imensidão da blogosfera ou se, não se perdendo, é realmente útil a alguém.
É preciso ultrapassar um sem fim de dificuldades e dúvidas para atingir um bem maior que não será visto assim até que o atinjamos.
Mas o que foi então que determinou eu hoje estar aqui a escrever?
O que determinou o inicio foi o fim.
Em muitos casos o que determina o fim é o inicio mas neste foi ao contrário.
Confuso?
Neste eu precisei de definir um fim para dar inicio a algo.
Mais especificamente, tive de fazer um plano com uma DATA LIMITE.
Estabelecer um fim, um objectivo uma meta.
Quando alguém faz uma casa, por exemplo, antes tem de ser feito um projecto e normalmente é lançada uma data para a finalização da dita.
É uma ideia lógica que vês acontecer com regularidade.
Mas então porque não a aplicas aos teus próprios projectos de vida?
Como esperas cortar uma meta que não existe numa pista não demarcada?
Queres uma ajuda? Não cortas.
Já imaginas-te o que aconteceria nos jogos olímpicos? Os atletas eram alinhados num descampado e, ao premir do gatilho, corriam alvoraçados em todas as direcções...
Nenhuma direcção era a correcta mas também ninguém podia dizer que fosse a errada porque em boa verdade, ninguém saberia dizer qual era a meta, onde se encontrava e como se chegava até lá.
Sem saber qual o objectivo de tal correria o público podia aplaudir na mesma o esforço dos participantes mas ia acabar por cansar-se ou ia aplaudir até ao fim dos tempos porque uma corrida sem meta é uma corrida sem fim.
A única força que poderia mover os participantes seria a fé. E não há nada de errado em ter fé mas mesmo assim não passariam de atletas convictamente desorientados.
Se não cortas a meta porque ela não existe, não podes festejar efusivamente o acontecimento e, principalmente, não podes saber qual a distância que te separa dela.
Este blog existe por foi traçado um plano para chegar a uma meta. A meta era dia 1 de Maio do ano passado e foi cortada como planeado.
Planeei o acontecimento com 1 mês de antecedência mas a 2 dias da meta não tinha o nome, não tinha o post nem a certeza de ter conhecimentos suficientes para o sustentar. A única coisa que eu tinha mesmo era o foco no dia que tinha traçado e um medo terrível de o conseguir alcançar.
Se, das coisas que eu tinha na altura, tirares o foco no dia 1 de Maio de 2009, fica apenas o medo.
Apenas com o medo ou a dúvida, eu ia certamente adiar o trabalho.
Tinha todas as razões lógicas para o fazer. O meu cérebro já se tinha encarregado de gerar 1001 desculpas aceitáveis para a minha eventual incompetência.
Mas não foi isso que fiz porque mantive o foco na meta.
Cheguei à meta porque a criei.
Não cheguei com as sapatilhas XPTO que diminuem a resistência ao vento nem o meu coração em repouso batia 12 vezes por minuto mas hey! Cheguei! Quantas pessoas 1000 vezes mais preparadas que eu não chegaram pura e simplesmente porque não sabiam onde queriam chegar?
Criar um blog pode não parecer assim tão assustador mas enquadra as coisas em outras áreas da tua vida.
Quanto queres ganhar por mês? 500€? 1000€ 100.000€? 101.000€ com 43 cêntimos?
Qual é EXACTAMENTE o teu objectivo nesse campo especifico?
O que vais fazer para o atingir?
Que peso corporal queres ter? Tirando o foco nos 500kg que julgas que tens a mais e colocando-o no que queres vir a ter, qual é a forma que vais usar para que isso seja uma realidade na tua vida?
Ou vais continuar a adiar e a aceitar as desculpas esfarrapadas que o teu cérebro amavelmente te cede?
Que tipo de pessoas queres que estejam na tua vida a privar contigo? Que tipo de amigos, inimigos, namorada/mulher, cães, gatos, pardais, koalas e micróbios patogénicos queres consciente e decididamente ter na tua vida?
E se parasses agora uns minutos para escrever isso?
Bem...tens sempre a possibilidade de adiar... :)
Ok, vou finalizar dizendo que brevemente haverá mudanças por aqui. Vou arranjar maneira de estar mais perto dos leitores e talvez haja uma mudança radical no blog em si. Provavelmente um destes dias vais ter oportunidade de ouvir a minha voz num post áudio entre mais algumas surpresas.
Um forte abraço a todos os leitores do blog e um Xi-Coração (a versão feminina do abraço :) a todas as leitoras.
Espero poder e conseguir contribuir para uma versão melhorada de ti e espero que possas descaradamente fazer-me o mesmo.
Live for the moment!
David Veríssimo
sábado, 28 de novembro de 2009
Tarefa tamanha
No Sábado passado tive um acidente de automóvel. A coisa não esteve mesmo para brincadeiras mas...na verdade, não estou aqui para te falar de como eu sou um desgraçado do caraças que não tem sorte nenhuma na vida nem para esmiuçar todo o drama envolvido na cena.Se isto, só por si, não mudar a tua vida nada o fará.



