quinta-feira, 21 de novembro de 2013
A pedra basilar da atração
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
A irracionalidade da atração
Dúvidas? labirintotransparente@gmail.com
segunda-feira, 22 de março de 2010
Energia C – A peça que te completa o puzzle
O universo é uma harmoniosa dança de contrários. Para todo o lado onde olhe o vejo. Nunca como agora isto foi tão claro para mim.
E nas relações inter-pessoais é mais verdade do que nunca. Isto é daquelas coisas que esteve todo o tempo à frente do teu nariz e provavelmente nunca o viste.
Já aqui falei na energia da polaridade e se bem te lembras disse que essa energia é criada devido ao simples facto de se encontrarem duas energias OPOSTAS:
A energia A encontra a energia B. Por serem opostos formam a energia C que é maior que A e B juntos.
As pessoas passam toda a sua vida à procura deste factor C.
O ser humano tenta consciente e inconscientemente atingir esta espécie de “nirvana mental”, esta energia redentora, procurando esse encontro de opostos em várias facetas da sua vida. Estar com uma pessoa de energia contrária à nossa faz-nos sentir tudo menos indiferentes. Faz-nos sentir a energia C, que por um lado é desconfortável mas por outro não conseguimos resistir-lhe e somos como que enfeitiçados pelos seus encantos.
Para a obtermos colamo-nos a outras pessoas com a energia contrária pois é essa a única forma.
Olha bem à tua volta. Olha para pessoas que conheces muito bem como por exemplo os teus pais, irmãos ou a tua melhor amiga(o) e repara como o que acabo de dizer faz sentido.
Talvez eu nem te conheça mas posso afirmar com relativa segurança que os teus pais são opostos. Provavelmente estão sempre com pequenos “arrufos”. MUITO provavelmente um é auto-confiante o outro nem por isso. Um é falador o outro calado. Um é assim o outro é assado.
Opostos. Carradas e carradas de opostos.
Quanto mais opostos eles forem, mais se atraem um ao outro. Quer eles queiram quer não.
Quer eles se amem quer eles se odeiem.
Uma coisa não tem que ver com a outra, são apenas caminhos diferentes para o mesmíssimo sítio porque quando tu odeias alguém do fundo do teu ser, não consegues deixar de pensar nela. Exactamente como quando a amas...
Seja porque estás a pensar em como a magoar ou em como a confortar, das duas maneiras estás a pensar nela e em formas de interagir com ela logo...estás atraído a ela.
Amor é como o pólo positivo de uma pilha (+), ódio é como o pólo negativo (-).
A atracção é a pilha.
Se os dois pólos estão presentes e activos é sempre gerada energia atractiva.
Mesmo quando as pessoas são de tal forma opostas que se odeiam isso não impede que haja atracção, apenas é uma atracção que funciona através da energia negativa.
Agora...nem todos os opostos jogam com o binómio positivo-negativo.
Existem opostos positivo-positivo e negativo-negativo que não deixam de ser opostos.
Por exemplo, “Homem” é o oposto de “Mulher”.
Embora muito boa gente queira criar esta ideia de “sexo forte” e “sexo fraco”, é claro que tal não existe. Estão ambos no mesmo patamar e são ambos positivos.
É importante que entendas isto porque quero deixar bem claro que para atraíres alguém que é optimista não precisas de ser pessimista ou derrotista.
Na verdade, a derradeira força da atracção fluirá no teu corpo quando deixares de ser afectado por factores externos positivos ou negativos e passares a escolher conscientemente o que te atrai e o que é atraído na tua direcção.
Como é que podes ser tu a escolher o que atrais ou deixas de atrair se eu acabei de dizer que a energia C é gerada independentemente de tudo desde que haja opostos envolvidos?
Bem...isso é só meia verdade.
No inicio é assim que funciona sim, e é assim que 95% das pessoas vive. Mas conforme evoluis e sobes de nível de consciência as regras mudam.
É isto que baralha muitos guerreiros da luz: A verdade é inconstante e muda sem cessar. O que permanece é mentira.
Ao iniciares o caminho da luz aprendes a andar e vês que isso te leva mais longe do que estar sentado numa rocha mas vai chegar a altura em que vais encontrar uma montanha e as regras que tanto te ajudaram até ali não servem nessa altura. Tens de aprender a trepar. Depois de trepares a montanha chegas perto de um rio onde não te serve de nada saber andar ou trepar. Precisas de aprender a nadar se queres continuar o teu caminho. Depois de atravessares o rio a nado podes encontrar uma fenda no chão. Andar trepar e nadar não te levam a lado nenhum, tens de aprender a saltar.
As regras mudam com o caminho.
Depois de aprenderes suficientes qualidades inatas começas a ter imaginação suficiente para inventar as tuas.
Depois de muito andar, correr, trepar, nadar e saltar, inventas o avião e voltas ao inicio aprendendo novamente a estar sentado...todas as regras que aprendes-te até ali deixam de fazer sentido. Subis-te de nível.
Há um par de anos conheci uma teoria de Carl Jung que me fascinou durante muito tempo. Fascinou-me de tal forma que cheguei mesmo a inclui-la na minha palestra sobre atracção onde lhe dou grande relevância.
Essa teoria fala dos 5 tipos de pessoas que existem. 2 pares de opostos e o gajo do avião. É incrível como numa questão de segundos se identifica uma pessoa e sabendo em qual das 4 categorias ela se insere, sabe-se a personalidade e feitio do namorado ou marido, muitas vezes com uma exactidão impressionante! Tudo apenas e só olhando a qualidades opostas.

Conclusão: As pessoas julgam que escolhem a pessoa com quem estão mas normalmente não passam de peças de xadrez jogadas pela brisa da polaridade.
As pessoas acabam por “escolher” sempre alguém que complete e preencha as suas faltas ao invés de as preencherem elas próprias.
As pessoas preferem fazer parte de um puzzle onde só encaixam na peça que lhes dá o que elas não têm para se sentirem completas.
Dá menos trabalho encher as nossas falhas com areia dos outros o problema é que quando a pessoa vai embora sentimo-nos vazios.
Não tem de ser assim.
As relações não servem para preencher o teu vazio, servem para multiplicar o que tu já és.
Entrar para uma relação com a atitude de obter alguma coisa nunca dá certo porque ninguém pode dar-te o que tu não tens.
Think about it.
“Parecer completo”...

Não é “ser completo”

:)
David Veríssimo
planeta.marte@portugalmail.pt planeta.venus@portugalmail.pt
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Quanto darias para que nunca te mentissem? 4ª parte: That’s a wrap!
O primeiro ponto é aquilo a que os entendidos chamam de espelhamento, que, como o próprio nome indica, não é mais do que uma pessoa espelhar/imitar os gestos de outra. As pessoas fazem-no para atingir 3 objectivos: Estabelecerem um vínculo mais forte com determinada pessoa ou grupo, criarem sintonia entre todos ou para se sentirem aceites.
Como forma de vincar ainda mais o objectivo com que é feito, isto acabou por evoluir para mais vertentes de espelhamentos. Um dos mais óbvios é o espelhamento da roupa. Nos adolescentes, por exemplo, isso levou a que se formassem grupos onde para além de se comportarem da mesma maneira, todos se vestem igual. Os góticos vestem assim, os dreads vestem assado e da cultura Hip-Hop vestem cozido e grelhado.

A finalidade desta forma de vestir única é a de fazer a pessoa sentir-se segura e aceite através da arte do espelhamento.
Há depois quem aproveite o espelhamento para estabelecer um vínculo mais forte com determinada pessoa ou grupo e criar a ideia de sintonia, como é o caso de uma equipa de nadadores olímpicos. Dou este exemplo porque se se poderia dizer que no futebol pode “dar jeito” ao jogo em si que todos os jogadores vistam da mesma forma, na natação não há essa necessidade. Na natação, as equipas apenas se vestem de forma igual para darem a ideia de estar unidos, sintonizados e fortes conjuntamente.

Outro excelente exemplo é o acto de bocejar. Muita gente anda para aí a dizer que bocejar serve para oxigenar o organismo e o cérebro e uma data de disparates sem sentido. Se bocejar fosse usado simplesmente para oxigenar, as pessoas não sentiriam necessidade de o fazer só por verem alguém a fazê-lo. A verdade é que a sua função principal é a de criar sintonia com outras pessoa, pois como já deves ter notado quando alguém boceja num grupo, várias pessoas começam subitamente a bocejar também...



E agora que viste estas imagens estás a sentir uma estranha necessidade de o fazer também (se é que não o fizes-te já)...certo? Vá admite :)
Ok, boceja e espreguiça-te lá à vontade, eu aguardo.
...
...
Já está? Fixe, continuemos.
O facto de teres acabado de sentir esse impulso de bocejar significa que isto é algo com que vimos “programados de fábrica” para fazer. É algo que começas-te a fazer logo no ventre da tua mãe para criares um vínculo com ela. Todas as tuas funções corporais, incluindo os batimentos cardíacos eram sincronizados ao ritmo dos da tua progenitora. Ou seja, o espelhamento é algo natural e inato nos seres humanos e é algo que fazemos vezes sem conta de forma inadvertida.
A natureza quis que assim fosse pois, bocejar permite demonstrar se um grupo está ou não em sintonia/coeso e um grupo que se sente coeso, cooperante e confiante tem mais chances de arranjar comida, menos chances de perder uma batalha com outra tribo e é, no geral, mais feliz.
É também por causa do espelhamento que ter música de fundo num encontro romântico resulta tão bem. A música serve para marcar o ritmo e conseguir criar-se uma maior sincronização entre o par uma vez que é mais fácil ajustarem-se ao ritmo da música do que criarem um ritmo só deles.
Repara só:
Ritmo = Sincronização. Sincronização = Harmonia. Harmonia = Sentimentos de conforto e bem-estar. Sentimentos de bem-estar = Atracção. Isto significa que Ritmo = Atracção e que Sincronização = Conforto. Está tudo intimamente ligado pois todas as peças ligam bem com todas e nenhuma existe sozinha.
Não pode haver atracção sem ritmo. Tu não podias ter nascido se não existisse um sentido de ritmo pois sem ritmo não há atracção e sem atracção não há bem bom. Sem ritmo não conseguirias sequer conversar! O ritmo comanda a vida. É por isso que a música mexe com as pessoas de todo o mundo. É por isto que elas sentem uma vontade incontrolável de se mover ao som do batuque. É tudo uma exibição das suas capacidades para acompanhar o ritmo.
Dançar em conjunto é a única forma socialmente aceite de se fazer amor.
É algo altamente sexual porque é feito da mesma forma que uma relação sexual: Ritmo. É por isso que as mulheres são loucas por música e por dançar na pista. Elas sabem que o ritmo é algo de muito atractivo e de uma importância extrema numa relação.
Ok, no segundo ponto precisas de dominar o conceito de proxemia. Que alarvidade vem a ser esta? Bem proxemia não é mais do que o estudo da distância que as pessoas conservam entre si. O que é que tu tens a ver com isso? Tudo. Se queres dominar o tema da linguagem corporal tens de compreender em que consiste a proxemia.
Toda a gente tem um espaço à volta do corpo (uma espécie de bolha invisível) que considera ser o seu espaço individual. Uma vez que o vê como o SEU espaço individual, isso significa que ele só permite a invasão desse espaço a pessoas com quem tenha uma grande intimidade.
Esse espaço não é sempre fixo, as pessoas que tenham tido uma educação com mais toque físico tendem a ter uma zona pessoal mais pequena e por essa razão tendem a invadir a zona pessoal dos outros inadvertidamente.
Este espaço individual está dividido em duas zonas:
Zona íntima: Esta é de longe a mais importante. Principalmente a subzona entre os 0 e os 14cm. Aqui só entra quem nos quer bater ou quem nos quer beijar...
Zona Pessoal: Esta é a “distância da amizade” se queres fazer amizade com alguém deves manter-te nesta zona. Mais à frente e ele fica intimidado, mais a trás e ele ignora-te.
Para lá da Zona Pessoal existem mais duas zonas:
Zona Social: Nesta zona mantemos as pessoas que não conhecemos muito bem, como acontece quando o técnico da tv cabo vai lá a casa desbloquear o canal da playboy.
Zona Pública: Sempre que nos dirigimos a um grupo alargado, é esta a distância que escolhemos. É devido a respeitarmos sempre esta distância que é possível determinar com grande acuidade quantas pessoas estão num qualquer aglomerado. Basta medir o espaço que elas estão a ocupar.
Portanto, conforme sobe a intimidade mais zonas se vão invadindo. E elas podem ser invadidas não só pelo próprio corpo mas também por animais de estimação ou mesmo objectos pessoais da pessoa. Se uma mulher colocar a sua bolsa um pouco dentro do teu lado da mesa isso é um sinal de que ela deseja subir no nível de intimidade. Canetas, talheres, copos de vinho, chaves do carro, tudo pode ser usado para invadir a zona de outra pessoa tal como peças num tabuleiro de xadrez. Aquilo que a outra pessoa faz com esse objecto diz o que ela achou daquela jogada.
Muitas pessoas não dão grande importância a este ponto e pensam nos documentários da BBC em que o animal X está a tentar marcar ou proteger o seu território. Eles lutam por território quase como se as suas vidas dependessem disso e muitas pessoas podem achar este comportamento ridículo e “animalesco”...mas só até ganharem noção que, neste ponto, nós comportamo-nos exactamente da mesma maneira que um animal selvagem. Erigimos grandes muros para marcar território, construímos cercas electrificadas com arame farpado e imponentes portões, temos tido, desde tempos esquecidos, guerras constantes por causa de território e, nas nossas relações pessoais e sociais, o território desempenha um papel fundamental.
Nós vimos programados para dar uma importância desmedida ao território e grande parte da nossa vida passamo-la a demarcá-lo. Nós dividimos o mundo em continentes, dividimos continentes em países, dividimos países em distritos, dividimos distritos em cidades, vilas e aldeias, que por sua vez são divididos em bairros, que por sua vez são divididos em ruas...é muita demarcação... Se tivessemos de mijar como os animais estávamos feitos... :)
Mas é inegável, nós somos animais territoriais.

Conclusão: Como forma de criar sintonia, vai espelhando os gestos da pessoa com quem estás a falar (excepto se for um gesto que denuncie um sentimento negativo), mantém a tua linguagem corporal descontraída e aberta, não invadas uma zona para a qual não foste convidado e sorri.
O último ponto que deves ter sempre em mente é: Diferenças Culturais.

Este gesto significa “OK” para um Ocidental, “Dinheiro” para um Japonês e “Zero” para os Franceses. Se tentares fazer este gesto na Turquia vais achar um novo significado. (E vais preferir não ter descoberto).
Se tentares apanhar boleia na Grécia também vais ter uma surpresa.
Ou seja, muitos gestos de linguagem corporal mudam consoante a zona do globo de onde a pessoa provém. As Zonas Pessoais também variam consoante o país. Um Italiano tem zonas intimas mais pequenas que um Britânico ou um Português.
E pronto, é isto. Só falta mesmo voltar a realçar que tudo o que escrevi aqui não passa de uma bem-intencionada mas ridícula tentativa para expor um tema tão simplesmente complexo. Isto foi apenas um rebuçado tirado de uma pequena caixa escondida no fundo do armazém da fábrica de rebuçados. Cabe-te a ti, aprenderes mais sobre o assunto e, se puderes, partilhá-lo aqui com toda a gente.
David Veríssimo
planeta.marte@portugalmail.pt ou planeta.venus@portugalmail.pt
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Quanto darias para que nunca te mentissem? – 3ª parte: As pernas e os pés
No post anterior comecei por dizer que muito poucas pessoas param para pensar no que é que as suas mãos estão a fazer/comunicar, e isso é bem verdade mas…que dizer então dos pés? É que se as mãos nos passam relativamente ao lado, os pés são completamente ignorados pela grande maioria das pessoas.Na verdade quanto mais afastada do cérebro uma parte do nosso corpo se encontra, mais dificuldade temos em nos aperceber do que está ela a fazer. A parte que mais temos consciência é o nosso rosto, de seguida estão os braços e as mãos, depois o nosso tronco e estômago, depois temos uma noção mínima das nossas pernas e, finalmente, os nossos pés são pura e simplesmente esquecidos, ignorados e deserdados. Eu se fosse um pé pontapeava regularmente a outra perna só naquela de marcar presença :)
Este facto é importante para quem quer dominar a leitura de linguagem corporal porque quanto mais inconsciente for determinado gesto, mais “verdadeiro” ele é. Podes estar a falar com alguém que mostra um sorriso afável e aparentemente verdadeiro e de repente notas que um pé dele está a apontar para a porta ou está a bater repetidamente no chão ou ainda que está muito agitado balançando-se e dando pequenas estocadas no ar. Isto sãos os pés a tentar “fugir” daquela situação. É como teres uma tartaruga virada do avesso a dar freneticamente às patas numa tentativa de sair daquela situação.
Como vês, nada disto é por acaso. Ninguém resolveu um dia, começar a atribuir significados a determinados gestos feitos com determinada parte do corpo. Tudo isso tem que ver com a sua função anatómica inerente. E a função anatómica dos pés é “ir” portanto é exactamente isso que eles transmitem.
Dito de outra forma…repara bem, as pernas evoluíram na espécie humana para servir 2 objectivos:
1º Deslocar o corpo para a frente a fim de obter comida.
2º Deslocar o corpo “para trás” a fim de fugir dos perigos.
Isto significa que os pés revelam constantemente para onde a mente quer ir. Seja porque desejam seguir em direcção do que mente quer obter, seja porque desejam escapar da situação em que a mente não quer permanecer.
As pernas e os pés ilustram ainda quão determinada a pessoa está ou não em a sair dali:
Posições de pernas abertas ou não cruzadas mostram uma atitude aberta e posições de pernas cruzadas mostram uma atitude fechada ou incerteza.
No que diz respeito aos membros inferiores, existem 4 principais posições de pé:
1ª Em sentido
Esta é uma posição formal que demonstra neutralidade. Não diz se a pessoa quer ir embora ou ficar. É tipo um “não comento”.
2ª Pernas Afastadas
Este é um gesto maioritariamente masculino que diz alto e bom som “Não tenho a menor intenção de sair daqui”. Como é o caso de um duelo, por exemplo.

É utilizado com o propósito de exibir a zona púbica e destacar os órgãos sexuais. Pretende comunicar dominância e grande virilidade. (Também existe a versão sentada).
Os cowboys, policias e os “Macho Men” em geral gostam muito de adoptar esta posição e por vezes realçam-na pendurando os polegares no cinto ou nos bolsos da frente.

A imagem anterior mostra também a posição número 3: Pé para a frente.
Esta é uma posição muito utilizada por pessoas de elevado estatuto. Na foto, os dois durões das pontas sustentam todo o peso do corpo numa só perna enquanto a outra aponta para onde a mente quer ir. Neste caso as pernas dos dois cowboys apontam claramente para aquele que, certamente, será o líder do grupo mostrando interesse, aceitação, união e grande harmonia. Resumindo, se a pessoa aponta a sua perna directora (a que não tem o peso do corpo) na tua direcção, isso será um bom indicador mas…

se a aponta na direcção da porta, talvez estejas a causar pouca impressão.
Bem, a 4ª e última posição são as pernas cruzadas.
Ao contrário das pernas afastadas, as pernas cruzadas demonstram uma atitude fechada, submissa ou defensiva. A atitude de cruzar as pernas nega simbolicamente o acesso à zona genital e, como já disse antes, é por isso que as mulheres de saia ou minissaia, estando na óbvia necessidade de o fazer, passam muitas vezes a ideia de “inacessíveis”.
(Abro aqui um parênteses só para dizer às senhoras que, feitos de forma certa, alguns cruzares de pernas conseguem não ser encaixados nessa categoria. Seja como for, a maioria dos homens gosta mais de mulheres que, por vezes, cruzem as pernas. Tem é de ser da forma certa atenção…

Ou seja, se o fizeres de uma forma distintamente feminina vais ganhar MUITOS pontos atractivos acredita…as pernas de uma mulher são um elemento chave de todo o processo. Aliás, TODA a tua linguagem corporal deve ser DISTINTAMENTE feminina. É isso que vai atrair um homem distintamente masculino. Nos homens o cruzar de pernas é menos aceitável porque eles não usam saias curtas (alguns…) e apenas existe uma ou outra versão desse gesto que atrai as mulheres. Mas nessas ocasiões, normalmente a mulher é mais atraída pelo desafio e pela incerteza que do que o homem está a comunicar do que propriamente por estar verdadeiramente atraída por ele. O melhor exemplo que te posso dar é uma versão de pernas cruzadas, altamente conhecido, treinado e usado entre os chamados “Pick up Artists”:

Esta é a capa de um livro escrito por aquele que é considerado o “pai” dos pick up artist, um homem chamado Neil Strauss. Repara na posição do homem mostrado na capa do livro dele. Repara na posição das suas pernas. Sejas homem ou mulher, ao olhares para esta pose, deves sentir-te estranhamente atraído por ela certo? É que esta posição não foi escolhida ao acaso…eu próprio testei várias vezes esta espécie de “posição quatro” e digo-te já que, principalmente as mulheres, ficavam tudo menos indiferentes…uma vez durante uma festa, imediatamente após a efectuar, uma conhecida que estava por ali e com quem praticamente nunca falava, virou-se para mim de forma perfeitamente automática e veio falar comigo com um sorriso na cara que não lhe conhecia. Então o que raio se passa aqui?
Bem, o que se passa aqui é que este agrupamento de gestos transmite algo que atrai sobremaneira as pessoas (Principalmente as mulheres): Incerteza. Talvez nunca tenhas pensado nisto mas as pessoas são atraídas aos biliões para coisas incertas. Pensa nas slot machine por exemplo…pensa no totoloto, no euromilhões e nas raspadinhas, pensa nos stand up comediants, pensa nos tópicos de conversa que as pessoas têm, “Será que ele me ama?”, “Será que o gajo é gay?”, “Será que ele vai conseguir marcar o penalty?”. Repara que os desportos que mais adeptos têm são os desportos onde reina a dúvida. O futebol é um autêntico antro de dúvida e está constantemente rodeado de polémica. Um penalty raramente é visto com consenso. Há demasiadas variantes relativas. Por outro lado, no atletismo, por exemplo, praticamente não existe dúvida. A pessoa ou salta por cima da trave ou não salta, não há meio termo, a pessoa ou corta a meta em primeiro lugar ou não corta. A incerteza mantém o nosso cérebro constantemente em estado de alerta e de euforia por não conseguir descortinar o que vai acontecer a seguir. A emoção da incerteza, tal como qualquer outra emoção, é tão ou mais viciante que uma droga.
Ok, explicado isto, falta responder a duas questões: Em que sentido é que o gesto mostrado na capa do livro transmite incerteza? E de que forma isso atrai as mulheres? Bem, já sabes que pernas cruzadas negam simbolicamente o acesso à zona genital e já sabes que pernas abertas transmitem “Não tenho a menor intenção de sair daqui”. A “posição do quatro” fica entre estas duas vertentes. É verdade que as pernas não estão abertas mas também não estão perfeitamente cruzadas…é um cruzar de pernas com muito pouca convicção. Assim ficamos com a frase simbólica “Estou inacessível mas vou ficar por aqui, não vá eu mudar de ideias com o desenrolar dos acontecimentos”.
Para já, uma mulher acha estranho um homem, dizer de livre vontade “Não estou disponível para ter relações com uma mulher”, depois, das três, uma: A afirmação em si, é sinal de que é um homem selectivo e de qualidade, de que é comprometido ou de que é homossexual. É exactamente esta dúvida que atrai a mulher e é isso que ela vai tentar saber. A 1ª situação seria fantástica para ela, as restantes seriam péssimas. É a possibilidade de “lhe sair” a 1ª opção e é a dúvida que ela tem se isso vai ou não acontecer que a faz avançar para ele. A dúvida que lhe assombra a mente e com a qual ela tem dificuldade em conviver é a causadora da atracção).
Existem muitas variações de cruzar de pernas e seria impossível falar sobre todas. Mais uma vez sugiro que vás para a rua observar e aprender.
Quando uma pessoa se sente muito desconfortável ela pode mesmo cruzar tanto as pernas como os braços. Antes de tentares dizer algo de relevante a essa pessoa tens de lhe abrir a linguagem corporal. Uma técnica eficaz é dar-lhe algo para segurar. Isso obriga-a a descruzar os braços. Conseguires conversar com alguém na posição de braços e pernas cruzados é tão difícil como conseguires conversar com um pudim flan enrolado em papel de parede cor-de-rosa. Não há comunicação possível. É uma autêntica perca de tempo.
Cruzar os braços e as pernas é uma atitude defensiva que geralmente revela emoções negativas e falta de auto-confiança, acabando mesmo por levar as pessoas que o rodeiam a sentir-se desconfortáveis e a experimentar sentimentos negativos.
Ok, por agora vamos ficar por aqui. Espero que esta informação te tenha sido útil e que te tenhas divertido tanto como eu naquela parte em que tive de procurar no Google imagens de “pernas afastadas”… :)
Na 4ª parte vamos continuar no mesmo registo. Envia-me as tuas sugestões, opiniões e dúvidas para:
planeta.marte@portugalmail.pt ou planeta.venus@portugalmail.pt
Votos de um fim-de-semana HIPER-FABULOSO!
David Veríssimo



