quarta-feira, 13 de maio de 2015
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
A pedra basilar da atração
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
A irracionalidade da atração
Dúvidas? labirintotransparente@gmail.com
domingo, 4 de dezembro de 2011
A maior fraqueza dos homens
Para não dizerem que sou injusto ou machista, hoje vamos falar do calcanhar de Aquiles de nós, homens :)Mas atenção, isto não serve para mostrar como os homens são uns merdas egocêntricos tal como o anterior post não serviu para mostrar que as mulheres são umas cabras dramáticas.
A ideia aqui é trazer consciência para a tua vida. Tentares identificar os padrões do ego na tua forma de estar na vida enquanto homem ou mulher porque a única forma que existe de superares as tuas limitações é ganhares consciência de que elas existem. Qualquer profissional da área te dirá que o 1º passo para superares um problema é tomares consciência (ou admitires) que ele existe. Se não reconheces que tens um problema ou limitação então nunca farás nada para o tentar resolver porque, para todos os efeitos…ele não existe. Faz sentido? Fixe.
Então qual é o ponto fraco do típico homem?
A mente (identificação com os pensamentos).
De um modo geral todos nos identificamos com os pensamentos mas os homens abusam.
Do ponto de vista evolutivo podemos olhar para estas limitações da mulher e do homem como um apego ao 2º e 3º níveis, respectivamente. Se bem te lembras DESTE post sabes que 1º temos o cérebro Reptiliano (Funções vitais – Lidar com os estímulos na hora), 2º o Límbico (Emoções – Lidar com os estímulos com base no passado) e o actual nível de evolução da humanidade é o 3º Neo-Cortex (Mente – Lidar com os estímulos com base no futuro).
Atenção que eu não estou a querer dizer que as mulheres são “inferiores” ou têm menos valor por se identificarem com o 2º nível e os homens com o 3º. Para se atingir o 4º nível (Espírito) é necessário dominar todos os outros níveis abaixo. Não importa se dominas todos menos o 2º ou todos menos o 3º, sem os dominares TODOS não vais subir de nível de consciência.
Então e o que significa identificar-se com os pensamentos exactamente? Ok, prepara-te que isto agora vai ficar um bocadinho freeky!... :o)
Bem, quando tu nasceste os teus pais deram-te um nome certo? Fixe.
Nas primeiras vezes que as pessoas te tratavam por esse nome tu provavelmente ficavas como um burro a olhar para um palácio, tipo “Mas porque é que toda a gente insiste em repetir este som sempre que eu estou por perto”. Passado uns tempos lá acabas por descobrir que aquele som, aquela junção de letras, é o teu nome. Para todos os efeitos passa a ser quem tu és. Ou seja, tu deixas de te identificar com quem realmente és e passas a identificar-te com um som ou a imagem de uma palavra: “Carlos”, por exemplo.
E passas a defender o teu “bom nome” como se de ti próprio se tratasse. Se alguém diz que o Carlos Albuquerque é um paspalho de primeira apanha, tu entendes isso como um ataque a ti próprio…mas é apenas um ataque a um som, ou a uma imagem. É uma ilusão. É uma tentativa de ataque a um pedaço de oxigénio impulsionado e comprimido pela boca e língua das pessoas.
Uma vez que aprendes-te desde cedo a identificares-te com coisas que não são quem tu és, simplesmente continuas a senda pela vida fora, inconscientemente. Passas a identificar-te com um novo carro, com um estilo, com um telemóvel, com uma equipa de futebol, com o teu corpo, com a imagem que as outras pessoas têm de ti e com um milhão de outras coisas. Esse carro, essa equipa de futebol e esse telemóvel, na tua cabeça, passam a ser quem tu és tal e qual como se passou com o teu nome. Se alguém fala mal deles tu defendes essas coisas como se fosses tu próprio que estivesses a ser atacado.
É uma partida da mente.
E, principalmente os homens, andam neste carrossel a vida inteira sem dar por isso. Adoram manter uma imagem de “Macho-Man” associando-se a grandes carros, grandes desafios e grandes…bem…grandes “tudo”. Juntam-se em bandos grandes e vão a um grande estádio chamar grande cabrão a um senhor de negro. Ou então vêm o jogo na TV atrás de uma mini-sagres e no fim dizem “Ganhámos o jogo”. Como diria o Tony Robbins: Tu não fizes-te nada pá! Tu viste outros fazer :)
Tu dizes “Ganhámos o jogo” porque pensas que uma determinada equipa de futebol (um conjunto de pessoas) é quem tu és. Por isso é que te incluis a ti próprio na vitória sem ter feito nada para isso. Se essa equipa perde tu sofres porque julgas que essa equipa és tu. Se alguém diz que essa equipa é uma cambada de coxos, tu entendes isso como um ataque pessoal e defendes-te da mesma forma que te defenderias se alguém dissesse que tu és um estafermo. Tu procuras a tua essência no exterior. Associas-te a uma imagem, no teu entender, grandiosa, para que possas, dessa forma, ser grandioso também.
Mas deixa-me dizer-te que isso é um erro. Isso só vai fazer com que vivas uma vida disfuncional e vai obrigar-te a procurar constantemente a tua identidade nas “coisas” ou nas “entidades” que são vistas como valorosas ao longo do tempo. Isso é um erro também (e principalmente) porque quem tu és, na realidade, já tem todo o valor do mundo…simplesmente tens de reconhecê-lo…encontrá-lo.
“Não procures Deus à tua volta, ele está dentro de ti”
Todas estas associações são no intuito de preservar uma imagem que tens na tua cabeça sobre aquilo que tu achas que um homem é.
O meu conselho? Se és um homem, em vez de tentares definir o que é um homem…olha para ti próprio :) vais ver que é bem mais fácil do que ires à tua mente buscar a imagem ou o conceito do que um homem deve ser e que te foi lá colocada por anos e anos de preconceitos e ideias peregrinas.
Geralmente os homens entendem que ser um homem significa ser um “durão”. Quando vão na rua, olham para as mulheres como se lhes fossem arrumar uma cabeçada…e embora acredite que algumas Sado-maso possam apreciar o confronto :) a maior parte das mulheres não se vai aproximar por genuíno medo.
É comum também, tentarem passar a ideia de que se a mostarda lhes chega ao nariz, rebentam com o focinho de qualquer um que se lhes atravesse na frente. Tudo serve de desculpa para andar à porrada e mostrar ao mulherio como são fortes e saudáveis mais ou menos como quando dois alces se encontram e encaixam as hastes uns nos outros em luta pela amada que tem todo o prazer em assistir ao dramático e empolgante espectáculo.
É esta a identificação com a mente que tanto mina o comportamento dos homens.
Há uns tempos ia na rua e apercebi-me disto mesmo em mim próprio.
Ia a andar normalmente num passeio relativamente curto e comecei a notar que, se viesse uma mulher no sentido contrário na mesma linha que eu, não tinha qualquer problema em desviar-me. Se fosse um homem…bem, digamos que até podia fazê-lo mas ficava sempre com a sensação de que ele tinha ganho a “batalha” e sentia-me como que diminuído.
Se és mulher provavelmente estás a agora a pensar “mas que grande parvoíce” :)
E realmente é. Este tipo de ilusões é típica dos homens. Se és homem tenho a certeza que sabes perfeitamente do que eu estou a falar.
Isto é a identificação com a imagem de “bad-boy”, isto é a identificação com a mente e com os pensamentos. “Porque é que hei-de ser eu a desviar-me?”, “Se eu me desviar ele vai pensar que eu sou um banana qualquer”, “Não posso dar parte de fraco”,etc, etc, etc. É tipo aquela cena que vês nos filmes em que dois carros aceleram um contra o outro a ver quem é que se desvia primeiro. Se nenhum se desviar morrem os dois mas pelo menos a imagem de bad-boy fica intacta…é óbvio que isto é uma parvoíce e é preocupante no sentido em que há homens que estão mesmo dispostos a morrer para preservar uma ilusão na sua mente.
Concluindo: É verdade que a emoção e o drama são a fraqueza das mulheres mas não é menos verdade que são, ao mesmo tempo, a sua maior força pois a emoção e espontaneidade é uma das coisas que faz uma mulher SER uma mulher. Faz parte da sua natureza e está intrinsecamente ligado às suas funções biológicas maternais e estritamente femininas. Com os homens passa-se exactamente a mesma coisa. A identificação com a mente e com o corpo (a forma) é a nossa maior fraqueza mas foi através dela que muitas das coisas que existem hoje e que nos ajudam enquanto seres humanos e enquanto comunidade se tornaram possíveis. Só fazendo uso continuo e absoluto das nossas capacidades mentais foi possível chegarmos à lua ou construir o foguetão que nos levou lá. Nada disto era possível sem a mente.
Então o que se passa aqui? Afinal a emoção e a mente são coisas boas ou más?
Bem…nem uma coisa nem outra. O verdadeiro problema não é a emoção ou a mente. O verdadeiro problema é nós IDENTIFICARMO-NOS COM ELAS. O verdadeiro problema é nós pensarmos que SOMOS as nossa emoções ou que SOMOS a nossa mente e os nossos pensamentos.
A ideia é utilizarmos a mente e as emoções em nosso proveito e não o que tem sido até aqui, deixando a mente e as emoções governarem os acontecimentos a seu bel-prazer. Dar rédea solta às emoções e aos pensamentos é que é o problema. É como ter um motor de 400 cavalos num carro sem volante...o poder está lá mas poder sem controlo não tem nenhuma aplicação útil . Ele não usa a estrada, ele vai sempre em frente até encontrar um muro de betão.
Além disso o “bom” e o “mau” não existem.
Perguntar se as emoções ou a mente são coisas boas ou más é a mesma coisa que perguntar se um lápis é uma coisa boa ou má…
Que me dizes? Tens o lápis em boa consideração? :)
Ok, um lápis talvez seja difícil de por de um dos lados mas por exemplo…uma arma de fogo. Que me dizes de uma arma de fogo?
Provavelmente achas que uma arma de fogo é uma coisa “má”, certo? But guess what: O “Bem” e o “Mal” não existem. Não há nada intrinsecamente bom ou mau. Estes termos foram inventado pela nossa mente que muito gosta de catalogar e classificar as coisas. Para a nossa mente uma arma de fogo não pode ser só uma arma de fogo. Sem etiquetas. Sem bom ou mau. Simplesmente um arma de fogo. Ela tem que ficar associada (mais associações) aos eventos (maioritariamente violentos, claro) em que participou. Mas isso não é a arma! Isso são os eventos em que ela participou... As pessoas consideram que a arma é má não porque a arma em si seja efectivamente má mas porque esteve envolvida em cenas violentas.
Na verdade muito poucas armas mataram alguém, geralmente é sempre uma pessoa por detrás dela…
As armas não se juntam e decidem assaltar um banco.
É por isto que as campanhas para reduzir a quantidade de armas são, em grande parte, uma perca de tempo e dinheiro. O problema nunca foi nem há-de ser a quantidade de armas à disposição mas sim a vontade das pessoas as usarem…
Armas não matam pessoas. Pessoas matam pessoas.
E porque é que as pessoas (principalmente homens) continuam a usar armas? Porque isso lhes dá um poder astronómico. Porque retiram grandiosidade disso tal como o fanático de futebol retira da sua equipa. Como? Repara,
Aqui está uma pessoa qualquer:

E aqui está a pessoa mais importante da tua vida:

Viste como é que, em meio segundo, alguém passou de um “Zé Ninguém” para “Deus todo-o-poderoso” que decide se tu vives ou morres?
É esta a ilusão da mente que tanto nos aflige. O homem julga que com uma arma ou com um grande carro passa a ser mais homem do que na verdade é. Ele tenta transferir a imagem que a arma ou o carro têm, para si próprio. Ele julga que a imagem de poder e de mauzão vai impedir as pessoas de lhe fazerem mal e vai ganhar o respeito delas. Ele julga que a imagem daquilo a que ele se associa, é quem ele é. Ele julga que os pensamentos que ele tem são quem ele é.
Mas ele não é nenhuma dessas coisas…ele não é uma equipa de futebol nem um carro, isso é exterior a ele. Ele não é uma imagem de poder, ele É o poder. Ele não é um pensamento ou uma emoção, ele é aquilo que está por detrás do pensamento e da emoção. Se ele fosse um pensamento, ele não podia ter consciência de que estava a pensar porque um pensamento não pode pensar por ele próprio. Para haver um pensamento, tem que haver um pensador.
Tu és esse pensador! Não és uma imagem ou um conceito na cabeça do pensador nem és a emoção que percorre o corpo do pensador.
Também não és o corpo do pensador embora o uses temporariamente para conseguir viver nesta dimensão.
Tu és consciência pura.
É isso que tu és. E é esta a ÚNICA verdade absoluta do universo. TODAS as outras verdades são verdades relativas porque todas provêm desta verdade base.
E é essa a tua missão na terra: Ganhar consciência.
Quando suficientes seres humanos tiverem suficiente consciência a humanidade ultrapassará o nível de consciência da mente para formar algo que, sinceramente, não faço ideia como se irá manifestar.
Nem importa. A única coisa que importa é que evoluímos. Tudo o resto é paisagem.
Se passarmos o ponto de não-retorno e não conseguirmos evoluir na janela de tempo que o universo nos dá, estamos condenados. O que, do ponto de vista global, acaba por ser indiferente…porque eu sou humano e se olhar para dentro de mim, vejo que isto é só a minha mente a querer perpetuar a espécie humana.
É como as campanhas para salvar o planeta terra. São tudo balelas.
O planeta terra já resistiu a impactos de asteróides com mais de 200km de diâmetro, gases venenosos que encobriram todo o globo e mataram tudo no seu caminho e sabe-se lá o quê mais.
A última coisa que preocupa o nosso planeta é vir a transformar-se numa grande rocha árida e cinzenta.
O planeta terra não precisa de ser salvo, nós é que precisamos!
Bem…o post já vai longo e por hoje ficamos por aqui. Hoje entrámos um bocadinho em áreas mais obscuras e complexas que são muito complicadas de por em palavras…em todo o caso espero ter conseguido ser claro o suficiente e peço desculpa se por ventura fui duro demais nalgum trecho, não é minha intenção magoar ninguém.
Se houver alguma parte que precise de explicação extra, deixa-me um e-mail em
labirintotransparente@gmail.com
prometo responder a todos.
E agora para terminar em beleza... :)
domingo, 14 de agosto de 2011
Como desenvolver uma conversa com uma mulher? O que dizer? – As 2 intenções básicas
No seguimento do último post, hoje vamos tentar perceber como desenvolver naturalmente uma interacção. Que tipo de assuntos deves abordar? Que tipo de assuntos não deves abordar? Deves ser sério ou brincalhão? A conversa deve ser curtinha ou prolongar-se até às tantas? Com que tipo de atitude deves encarar aquele momento? Se lhe pagares um Safari Cola ela vai saltar-te para o colinho e ronronar que nem uma gatinha perdida? Vou responder a quase todas estas questões já de seguida mas antes de o fazer quero falar-te em algo mais importante que isto: A razão.
O que vai definir os resultados que tens é a razão.
Quero que penses no que é que te leva a ir falar com uma mulher.
O que é que está por trás da tua conversa? Qual é a tua intenção?
É contribuir positivamente para o dia dela ou é fazer-lhe um filho?
Se calhar é contribuir positivamente para o dia dela fazendo-lhe um filho…o que não está nada mal. É um gesto de grande altruísmo.
Aliás como toda a gente sabe, as mulheres têm grande dificuldade em encontrar homens dispostos a tamanho sacrifício.
E então? Qual é a tua intenção?
Muitos homens partem de uma posição de fraqueza pois a sua intenção não está alinhada com a energia universal. É uma intenção egocêntrica e interesseira que lhes retira poder e energia. E a mulher sente imediatamente essa falta de energia.
Tu próprio a sentes. Alguma vez reparas-te que mesmo quando mentes conscientemente sobre algo que tu sabes que não é assim, perdes energia? Enfraqueces? Há algo dentro de ti que bloqueia a tua energia. Há algo que não deixa as coisas fluírem naturalmente.
Se disseres muitas vezes a ti próprio que és um imbecil, mesmo que não acredites nisso, vai chegar o dia em que vais começar a duvidar…
A força da intenção é poderosa mas ela só funciona se estiver alinhada com a verdade do universo / com a verdade dentro de ti. Se estiver desalinhada ela enfraquece-te.
Antes de começares sequer a pensar sobre qual a forma mais adequada de agir neste tipo de situações deves avaliar muito bem quais são as tuas intenções para com as mulheres.
Se não o fizeres corres o risco de sair derrotado antes sequer do jogo começar.
É esta aliás, como já expliquei, a razão principal para todos os Pick Up Artists fracassarem nos seus relacionamentos com as mulheres. Superficialmente aparentam ser altamente realizados mas no fundo não conseguem ter um relacionamento verdadeiramente profundo e gratificante com nenhuma delas. E até que as suas intenções mudem e se alinhem com a energia universal, isso não vai acontecer.
Em primeiro lugar tu tens de partir de um desejo de contribuição.
Não deves partir da ideia de lhe “sacar” o número ou de a fazer agir desta ou daquela maneira.
Repara, a minha primeiríssima intenção quando interajo com qualquer mulher (com qualquer pessoa, na verdade) é obter um sorriso.
That’s it, um sorriso.
Não penses como podes levá-la a sentir-se atraída por ti, não penses como podes passar uma ideia de macho-man implacável e não penses como podes usá-la em teu benefício de nenhuma outra maneira. A tua intenção primordial deve ser a de fazer com que aqueles minutos sejam agradáveis e divertidos para ela e ela saia dali descontraída, relaxada e com um sorriso nos lábios.
Esta é a intenção principal: Contribuição. Tentar fazer com que o dia dela melhore. Dar-lhe a possibilidade de descontrair 5 minutos e ser ela própria. Deixá-la bem-disposta. E fazer isso tudo sem esperar absolutamente NADA em troca.
Agora muita atenção: Com o tempo vais perceber que fazer isso e não receber nada em troca é impossível. E é impossível porque tu recebes sempre na medida em que dás. Ainda assim, mesmo tendo perfeita consciência disso, a tua intenção fundamental nunca pode ser a de receber algo em troca. Tens de dar de coração, simplesmente porque tens prazer em contribuir para o dia dela.
Tu tens consciência que vais receber mas não é por isso que fazes o que fazes.
Se não recebesses agirias exactamente da mesma forma.
Sim?
Fixe.
2ª intenção: Conhecê-la.
É incrível a quantidade de homens que se dispõe a ter um relacionamento sério com uma mulher sem ver grande necessidade de a conhecer. De conhecer a sua personalidade, a sua forma de estar na vida, as suas ideias. Faz-me lembrar uma anedota em que o dono de uma empresa procura uma secretária. Três mulheres aparecem para tentar ocupar o cargo então o homem para as conhecer e por à prova dá 100€ a cada uma e pede-lhes para investirem a nota como muito bem entenderem e voltarem daí a uma semana. No dia marcado lá estavam elas para explicar as técnicas que tinham usado. Uma pôs o dinheiro a render no banco, outra tentou a sorte num casino e a última deu tudo a uma associação de caridade.
Qual das 3 é que o homem contratou? A que tinha o peito maior.
Muitos homens não querem saber que tipo de mulher ela é, eles simplesmente procuram uma mulher-tipo.
Esta ideia, embora lucrativa a curto prazo, é altamente ruinosa a longo. Tira da ideia o tão romântico quanto patético “amor à 1ª vista”. O “amor à 1ª vista” não passa de uma história da carochinha que nos venderam. É a desculpa perfeita para justificar os nossos impulsos puramente físicos.
Portanto, tendo em conta as duas intenções base já deves ter uma ideia do que dizer certo? Não?!! :)
Damn…ok, here we go.
Em 1º lugar é preciso entender que nem todas as oportunidades são boas oportunidades. No inicio, enquanto estás a aprender, faz sentido falares com tudo o que mexe mas ao fim de um certo tempo deixa de fazer sentido.
Não é natural saíres do teu caminho apenas para conhecer esta ou aquela mulher. Isso é mentalidade de escassez. Não digo que nunca o deves fazer mas, regra geral, não.
Aquilo que tens de fazer sim, é desenvolver um modo de vida em que “és obrigado” a lidar com mulheres de forma consistente.
Isso criará uma envolvência diferente. Nada é forçado.
Depois de iniciares uma conversa, o teu 2º objectivo deve ser conhecê-la. Tentar perceber que tipo de mulher tens à tua frente. Tentar perceber se existe uma química entre vocês. Há pessoas que simplesmente não ligam e isso não quer dizer que algum deles seja má pessoa ou que esteja a fazer alguma coisa mal. Isso é perfeitamente natural e seria impossível conseguires ter uma ligação espectacular com todo o mundo. Esse é aliás um dos pontos base dos relacionamentos inter-pessoais: Prepara-te para falhar.
Até encontrares a mulher certa é inevitável que conheças muitas erradas.
Se não estiveres à vontade com a rejeição provavelmente vais arranjar uma depressão ou coisa parecida.
É como jogar no totoloto, a pessoa tem esperança no melhor mas está perfeitamente preparada para o pior. Ela não leva a peito a derrota. Ela sabe que dadas as possibilidades que tem de acertar na chave vencedora provavelmente vai ter de jogar centenas ou milhares de vezes até que lhe calhe um prémio digno desse nome.
Just move on, no big deal.
Faz-lhe perguntas sobre a vida dela. Deves ir sempre no intuito de tentar perceber se ela atinge os TEUS padrões de qualidade. (Aqueles que tu previamente definis-te lembras-te?) Pergunta-lhe quais são as suas paixões, o que ela gosta de fazer, que caminho tem vindo a trilhar e que planos tem para o futuro. Se vocês tiverem alguma paixão idêntica óptimo! Falem sobre isso!
Não lhe fales do tempo que está hoje nem de temas aborrecidos e/ou demasiado complexos como politica, religião ou as acções da bolsa de valores. Evita este tipo de temas a todo o custo. A conversa nunca pode ser muito racional e analítica. Tens de criar uma ligação emocional com ela. Vou repetir: Tens de criar uma ligação emocional com ela.
Faz as perguntas que tens de fazer de forma descontraída e divertida sempre com a noção de que ela não está numa entrevista de emprego nem num interrogatório da PJ.
Já sei que existe muito o medo de ficar sem assunto e não saber o que dizer e deixar aquele silêncio constrangedor instalar-se mas não perguntes coisas que na verdade não queres saber. Isso gera a tendência de adoptar a chamada “postura de apresentador”.
Pelo nome já deves ter adivinhado de que se trata. É uma postura electrificante que não dá espaço a vazios. Na minha terra chama-se a isso “encher chouriço”.
Pressionas-te tanto a falar, a dizer qualquer coisa que te venha à mente com medo do terrível silêncio que, mais cedo ou mais tarde, acabas por dizer uma bacorada qualquer sem sentido. E isso é bem pior do que o constrangimento do silêncio.
Já deves ter visto os programas tipo “árvore das patacas” que dão às tantas da manhã certo? Esse é o perfeito exemplo do que estou a tentar dizer. Eu não tenho dúvidas que as pessoas que apresentam esses programas são inteligentes mas tenho que dizer que a minha certeza abana sempre que vejo o programa...Presta atenção à energia em que estão instaladas. Vê bem o que a alta energia constante faz com elas. Chegam ao ponto, por exemplo, em que vêm necessidade de lembrar os espectadores de 5 em 5 minutos do telefone para ligar para lá quando ele ocupa metade do ecrã do televisor e está rodeado de luzes psicadélicas que piscam como se a tua vida dependesse daqueles algarismos.
Come on…give me a break…
A resposta não está no princípio nem no fim, a resposta está no meio. Os extremos raramente são boa ideia.
Quando estás com uma mulher não podes estar completamente apático e indiferente e esperar que ela tome a iniciativa ou conduza a conversa mas também não podes parecer um coelhinho da Duracell sob o efeito de anfetaminas, got it?
Mais uma vez tens de integrar o paradoxo. Cá estão, como sempre, os nossos amigos opostos.
E isto serve também para o tipo de conversas que deves desenvolver com ela. Passo a explicar.
Monstros como Dale Carnegie, a quem desde já faço uma demorada vénia, explicam que quando conversas com alguém, os assuntos devem ser relacionados com os interesses dessa pessoa. Ou seja, se perceberes que ela adora ciclismo, perguntas-lhe que bicicleta ela tem, onde costuma ir com ela e falas-lhe na vuelta. Se vês que ela tem uma paixão por cães perguntas qual a raça que ela mais gosta, quantos cães tem, como se chamam, que idade têm, porque é que um deles está a “montar” a tua perna e se for preciso rebolas, finges de morto e ladras aos carros que passam de vez em quando. Estás a ver a ideia?
Às vezes vais ter sérias dificuldades em dar a entender que a polícia já deve andar à tua procura mas esta é uma técnica muito simples e, acredita, faz maravilhas. As pessoas ADORAM falar das suas paixões!
Eu dir-te-ia para usares e abusares desta técnica não fosse um pequenííííííssimo detalhe…
Million dollar question: Que nome é que se dá ao acto de agir de uma determinada forma no intuito de obter um determinado resultado que nos beneficia pessoalmente?
Não sabes?
Eu tenho um nome muito, muito giro para isso: Manipulação.
Ah pois é bebé.
Estás a tentar controlar os acontecimentos. Queres falar em determinados temas só porque que te ajudam a obter o tão procurado “selo da aprovação”. Na verdade tu até odeias cães mas vais perguntar por eles porque isso vai fazer com que ela goste mais de ti.
Fuck that shit!
Há muitos gurus que discordam fortemente deste meu ponto de vista mas esses gurus escreveram livros intitulados de “Como influenciar as pessoas” ou “Como fazer com que as pessoas gostem de si”.
E porque raio é que tem de haver uma razão egoísta para tratares bem as outras pessoas?
Porque não um “Como proporcionar um dia espectacular a uma desconhecida só porque sim”?
A tradução resumida dos livros que eles escreveram é: “Diga ou faça isto àquela pessoa e em troca ela vai mostrar sentimentos de afecto para consigo”. A pessoa é levada a agir no intuito de ser beneficiado de alguma maneira com isso. É dar para receber, não é dar de coração.
Elas estudaram para descobrir as melhores técnicas para te transformar num íman de pessoas e, don’t get me wrong, esta técnica é MESMO uma das mais poderosas para fazer com que as pessoas te adorem. Não ponho isso em dúvida. Mas não confundamos as coisas…
O que é que tu queres? Agir de forma a fazer com que as pessoas te amem independentemente dos teus gostos, interesses ou necessidades ou desenvolver uma conversa estimulante para ambos em que existe uma efectiva troca de informação? É que as pessoas que lêem esses livros são instruídas a mudar de assunto quando a outra pessoa faz uma pergunta sobre eles (!?!)
Tudo para poderem mostrar quão interessadas e compenetradas estão em saber a que horas ela foi despejar o lixo. Que romântico…
Manipulação. Descarada, caprichosa e requintada MA-NI-PU-LA-ÇÃO.
Mas atenção. Que tenhas a capacidade de separar as águas! Tens que entender que na verdade essas pessoas são MESMO peritas em atrair quantidades industriais de pessoas e toda a gente as adora e pergunta por elas a toda a hora.
Da mesma forma os pick up artist de TOP também são MESMO os campeões a levar miúdas para a cama, eu não duvido disso nem por um segundo. Eles estão MESMO a falar verdade quando dizem que põem as mulheres num frenesim num estalar de dedos e que já andaram com 300 ou 400.
Mas não confundas os conceitos, a forma mais eficaz de agir não é necessariamente a mais desejável. Tens que arranjar um equilíbrio, um meio-termo.
A quantidade não tem lá grande valor e além disso não te diz como é que foi conseguida pois não? Será que o que tu queres é ser uma enfardadeira humana? Queres “aviar” mulheres umas atrás das outras que nem frangos pré-embalados? Queres atrair romarias de pessoas da Conchinchina que atestem que és a pessoa mais querida e fofinha do universo? É isso que tu queres?
Pensa bem na tua resposta.
Contribuição Versus Egocentrismo.
Tens que decidir de que lado estás.
Qualidade Versus Quantidade.
Aproximares-te dela e dizeres “Olá Tânia, tudo bem?” com um sorriso natural e simpático na cara é o 1º degrau de uma longa e sinuosa escadaria. Se começares com estes conceitos acho que não vais nada mal lançado.
Alguma outra dúvida que tenhas já sabes: labirintotransparente@gmail.com
David Veríssimo



