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sábado, 6 de fevereiro de 2010

A temível cuca...

Quem é a cuca?
 
Não tenho bem a certeza.

Aparentemente a cuca é um “bicho mau” que não vai lá muito à bola connosco.
Digo aparentemente porque eu nunca vi nenhuma. Sei o nome porque lembro-me de a minha mãe me avisar sobre ela quando eu era miúdo.

“Cuidado com a cuca” dizia ela misteriosamente...e eu, arregalava bem os olhos e ficava muito, muito quietinho, à espreita, na escuridão do meu quarto...

Imagino que a cuca seja muito requisitada por mães de todo o mundo e tenha muitos afazeres porque ela nunca apareceu.

A cuca, o homem do saco e outros malfeitores que tais são uns aldrabões do caraças.

Estranho mesmo é o facto de que, mesmo nunca aparecendo no local marcado, nós ficamos sempre com a sensação que eles lá estiveram.

É uma espécie de “síndrome do pai-natal” só que em mau porque o pai natal também nunca o cheguei a fisgar mas pelo menos ele tinha o bom senso de me comprar com carrinhos de corrida e pijamas.

Ou seja, o homem não tinha tempo de ficar para o pequeno-almoço mas ao menos dava sinal de vida e lá pedia “desculpa” à maneira dele.

A cuca não.

Nem um par de meias daquelas das raquetes nem nada.

A cuca é uma mal-educada.

E pelos vistos está falida.

Depois de ter chegado a estas conclusões chocantes começou a custar-me continuar a ter medo de alguém que provavelmente estaria a marcar lugar na sopa dos pobres e, enquanto se babava pelo canto da boca, gritava com a cozinheira porque queria antes lagosta com champinhons em vez de sola de sapato grelhada à moda de Alcabideche.

Bem...resumindo e concluindo.

Não é boa ideia termos consideração por este desnaturado sem palavra.

Desde muito novos que somos coagidos a dar crédito a coisas que não existem ou que praticamente nunca chegam a acontecer. Desde muito novos que somos assustados com monstros de todos os tamanhos e feitios para todos os gostos e desgostos. Desde muito novos que somos levados a crer que coisas perfeitamente inócuas e simples podem dar cabo da vida de uma pessoa. Desde muito novos que nos passam a ideia de que temos de ter medo da vida se queremos viver.

Somos periódica e sucessivamente assustados com “terríveis doenças” que vão erradicar a espécie humana de um dia para o outro. Quando nada acontece limitamo-nos a inventar outra “terrível doença” qualquer.

Desde que ganhámos capacidade para argumentar que lançamos datas arbitrária do fim do mundo. Vendemos as nossas casas e gritamos a plenos pulmões “arrependam-se enquanto é tempo!”. Quando nada acontece limitamo-nos a comprar outra casa e a inventar outra data qualquer para o juízo final.

Quando a publicidade não está a insultar as pessoas, 

 
está a mostrar todas as razões possíveis e imaginárias que elas devem temer se não comprarem imediatamente o produto deles. "Compre o nosso produto senão acontece o carmo e a trindade na sua vida!" Quando nada acontece limitam-se a arranjar outras razões quaisqueres.
  
Fazemos e dizemos as coisas mais estapafúrdias para justificarmos o nosso sentimento de medo mas devíamos antes estar a fazer e a dizer as coisas mais estapafúrdias para justificarmos o nosso sentimento de amor, de alegria, de bem-estar, de gratidão.

Não temos que ter medo da vida.

Se não reenviares aquele “e-mail corrente” nada de mal te vai acontecer. Não vais cair das escadas e partir o perónio e a tíbia em 29 sítios diferentes nem a tua avó vai ser engolida por um porta-chaves com 7 cabeças que veio do além.

Se decidires usar a marca de pastilhas X em vez da marca Y na tua máquina de lavar roupa, a tua cozinha não vai ficar inundada até ao tecto e não vai ser preciso contratar 52 profissionais que cheguem à conclusão que a casa vai ter que ser demolida e construída de raiz.

Faço-me entender?...

É que, da mesma forma, se fores falar com aquela rapariga que te atrai e disseres “olá” com um sorriso simpático na cara, ela não vai desancar-te e dar-te um enxerto de porrada com uma barra de alumínio que trazia escondida na mala, nem lançar-te uma granada de gás pimenta enquanto grita por socorro e liga o 112.

Provavelmente vai ser simpática de volta...não será?

Se pensares bem no assunto, sem o medo a toldar-te o raciocínio, vais chegar a esta mesma conclusão.

Logo,

Se tens medo de como ela vai reagir estás a ter medo da cuca para justificar a tua passividade e não a avaliar a situação de forma realista.

Como já viste, a cuca não vale dinheiro branco. Ela raramente aparece no sítio combinado. Ela está demasiado ocupada a tentar cortar um pedaço de borracha queimada com um talher.

Não deixes que um pobre monstro que precisa de usar a arrastadeira de 10 em 10m te impeça de ser feliz.

Não deixes que a ideia que te querem impingir do que pode vir a acontecer te impeça de fazer o que te dá prazer e te preenche.

Pensa lá bem, o que é o medo?

Há uns tempos li uma excelente definição da palavra medo (em Inglês): F.E.A.R.

False Evidence Appearing Real

Normalmente o medo não passa de uma falsa evidência criada pela tua mente. Porque é que a tua mente a criou? Porque hà uns milhares de anos atrás a tua sobrevivência dependia quase a 100% das tuas emoções, mais concretamente da emoção medo. Os nossos antepassados que andavam no meio do mato precisavam de um sistema rápido e eficaz para que, ao mínimo sinal de que a sua sobrevivência estava em causa, o seu corpo os avisasse e ajudasse a sair dali o mais rápido possível. Se eles se pusessem a pensar “Hmmm...que estranho...acho que ouvi um som de algo a aproximar-se daqui” e não reagissem imediatamente através do medo provavelmente acabavam a ser o jantar de algum predador.

Hoje em dia as coisas não são bem assim.

Á partida tu não vais na rua e aparece um leopardo detrás de um Citroen Saxo...
Esse medo que tanto ajudou a sobreviver os teus antepassados, está obsoleto.
Pensa bem nas últimas 10 vezes que sentis-te medo. Algum desses medos se tornou realidade?

Provavelmente não.

Na verdade, hoje em dia causa mais estragos do que traz benefícios. As pessoas temem tudo e mais um par de botas. Tememos até situações totalmente inofensivas e fazemos grandes filmes de detalhes sem qualquer importância.

Então o que é o medo?

Uma emoção.

Nice and simple.

O nosso cérebro é algo absolutamente incrível mas ele precisa de tempo para se adaptar aos tempos. Enquanto isso não acontece a sua boa vontade só atrapalha.
Há 100 mil anos atrás era extremamente útil o nosso cérebro emotivo não precisar de experienciar algo para decidir ter medo ou não. Ele lançava uma imagem na nossa mente de um predador por exemplo e nós podíamos fugir como se o tivéssemos realmente visto quando na verdade até podia ter sido um simples esquilo.

Naqueles tempos não importava muito se era um esquilo ou um leão. A enorme probabilidade de poder ser um leão dava-me justificações mais que suficientes para fugir sem precisar de confirmar.

Hoje em dia isso não faz tanto sentido porque se antes isso salvava a minha vida agora salva mais vezes o meu ego que outra coisa qualquer.

Já o disse num post anterior e repito: Se queres ter sucesso na tua vida profissional e nas tuas relações íntimas tens de controlar o medo (emoção). Tens de parar de dar importância a imagens mentais negativas e despropositadas, tens de sair da tua cabeça e viver o momento.

Em suma, tens de confirmar se é realmente um leão ou apenas um pequeno esquilo.

É claro que se estivermos mesmo a falar literalmente não é boa ideia confirmar, ok? :)

Fixe.

Então como é que ultrapassamos o medo de coisas inofensivas?

Talvez não seja a resposta que queiras ouvir mas a maneira mais eficaz de ultrapassar o medo é...fazer o que te mete medo.

Tens um medo paralisante de interagir com desconhecidas? Faz um favor a ti próprio e reserva um dia inteiro só para interagir com pessoas que não conheces de lado nenhum. Feias, bonitas, velhas, novas, altas, baixas, medrosas, corajosas e com cara de poucos ou muitos amigos. Não importa.

Continuas com algum receio? Amanhã faz exactamente o mesmo. 

Não estás a gostar muito da sugestão? Isso é porque tens medo. E como já vimos, esse medo só está na tua cabeça, não existe na realidade. Como é que eu sei que só existe na tua cabeça? Porque eu falo com tudo o que mexe e nunca ninguém ligou o 112 nessas alturas.

Eu também sou um gajo simpático vá  :)

Mas pensa bem, se tens medo de algo tão inofensivo como falar com uma pessoa como esperas conseguir ter uma relação de intimidade? Como esperas chegar ao cimo de uma escada se não tens coragem de subir o 1º degrau?

Vai por mim, ao fim de uns tempos a interagir com toda a gente, vais rir-te do medo que te paralizava. (Isto é...se não agires como um gandulo)

Ponho as minhas mãos no fogo em como vai ser assim porque sei que falar com pessoas não representa real perigo físico para ninguém. Portanto a única maneira desta técnica não resultar é tu não seres suficientemente persistente.

Quando fazes o que te mete medo e vês que sobrevives-te sem mazelas estás a programar o teu cérebro obsoleto com nova informação. Deixas de sentir medo porque provas-te a ti próprio que não há razão para isso. Deixas de sentir medo porque as imagens negativas que são lançadas na tua cabeça antes de agires contradizem o que depois na realidade acontece.

Ao fim de uns tempos o teu cérebro ganha juízo e deixa de te chatear com imagens apocalípticas e irreais do que pode correr mal e começam a aparecer-te imagens espontâneas do que pode correr BEM.

Aqui dá-se um importante "click". A tua mente deixa de ser dominada pelo medo e passa a ser dominada pela alegria e o optimismo.

Se a tua mente, construtora da tua realidade, passa a ser dominada pela força do amor a tua realidade será totalmente diferente!

Capixe?
Portanto, ter medo é porreiro quando vives numa selva perdida na Amazónia rodeada de animais selvagens sem lei mas não se vives em sociedade.

Conclusão:

Queres uma fórmula infalível para ultrapassar o medo?

1º Admite que tens medo.
Não te armes em super-herói que não tem medo de nada, toda a gente teme porque toda a gente tem um cérebro límbico. Se não admites que tens um problema nunca farás nada para o resolver.

2º Decide que vais fazer O QUE FOR PRECISO para resolver esse problema.
Mentaliza-te que precisas de agir, de fazer algo em relação a isso.

3º Age!
Mexe o rabo. Interage com as pessoas e sê persistente.

A persistência é favorável.


Não temas viver a vida, acredita que há coisas muito mais interessantes para gastares a tua energia...
David Veríssimo
planeta.marte@portugalmail.pt ou planeta.venus@portugalmail.pt

“Conquistar o medo é o começo da riqueza”. Bertrand Russell 


domingo, 17 de janeiro de 2010

És feliz ou és rico?

Todos nós já ouvimos falar no PIB (Produto Interno Bruto). Para quem não sabe, o PIB de um país é a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços produzidos num determinado período. O PIB é um dos indicadores mais utilizados para determinar o crescimento económico de um país.

Todos os analistas usam este elemento para definir se um país é desenvolvido ou não.

Mas...

E se em vez do PIB houvesse um FIB (Felicidade Interna Bruta)?

Altamente não? :)

Ok, isso é um bocadinho fora de contexto...ninguém se lembraria agora de...hmmmm...

mas...

espera lá...

oh diabo!
                

E se em vez de medirmos os países por aquilo que eles são capazes de produzir e consumir e passarmos a dar mais importância à forma como eles fazem isso?


O que importa se a China tem o 3º maior PIB do mundo se ao abrirem a boca para falar mal do governo são abatidos que nem animais?

Alguém me explica?

O que importa terem a maior taxa de crescimento económico do mundo se isso é construído por intermédio de trabalho forçado em turnos de 20 horas?

O que importa se essas fábricas fazem o país avançar e ter lucros astronómicos se, em muitas zonas, andar na rua sem uma máscara é assinar a sentença de morte prematura?


O que importa se vivem numa cidade futurista com telemóveis que tu só vês nos filmes se o avanço tecnológico implica doenças que antes nem existiam e as pessoas são oprimidas, vivem tristes, angustiadas e desorientadas e se taxa de suicídio rebenta com a escala?

O que importa?

Nada. Não importa para nada.

A quantidade sem qualidade não tem nenhum valor.
  
O PIB só mostra como somos materialistas. Darmos importância ao PIB acima de tudo é dizer ao mundo que não importa se uma pessoa é feliz ou vive a vida que sempre quis. Não importa se ela é culta e educada nem se está contente com o rumo que o país segue. Desde que ela produza e consuma está tudo certo.

Não, não está.

E quem te disser o contrário tem interesses nisso.

O incrível disto tudo é que produzir à maluca nem sequer é lucrativo...


A ganância dos nossos governantes não os deixa ver uma coisa muito, muito simples: Pessoas descontentes produzem menos do que podem e o que produzem é de pior qualidade.


Farto-me de ver empresas onde as pessoas são pressionadas a trabalhar que nem robôs. Em muitas fábricas os patrões espetam com um cronometrista ao pé do trabalhador.

Isto é ou não é de doidos?



Caríssimos patrões abusadores deste país, não é preciso tirar um Doutoramento em Harvard para perceber que uma pessoa sob pressão trabalha pior...


Quando uma pessoa trabalha sob pressão intensa e stress, adoece mais vezes, logo falta mais vezes, comete mais erros no seu trabalho, logo há mais gastos com reparações e a imagem da empresa é afectada o que traz menos clientes, quem é pressionado a produzir começa a detestar o trabalho, logo se puder arranjar outro arranja, o que por seu lado aumenta os custos com a formação, o que por seu lado implica menos produção uma vez que estão constantemente a por pessoas novas que precisam de tempo para se adaptarem e atingirem o seu pico de produção, o que por sua vez....


It's all bad baby!

Para quê continuar nesta saga da quantidade que só enterra o país?


Que tal começarmos a dar mais importância à qualidade das nossas vidas? Que tal tentarmos atingir um FIB maior que o PIB se também é isso que aumenta o nosso NIB? :)


Poder ter uma educação de qualidade não tem preço.

Poder ter um trabalho onde me sinto realizado não tem preço.


Poder dizer o que me apetece sem levar um balázio no buxo não tem preço.

Poder correr, saltar, gritar, respirar e sentir o sol bater na minha pele não tem preço.

Poder rir à gargalhada sem nenhuma boa razão para isso não tem preço. 

Ser feliz não tem preço!



"Content makes poor men rich; discontentment makes rich men poor". - Benjamin Franklin





David Veríssimo
planeta.marte@portugalmail.pt ou planeta.venus@portugalmail.pt 

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O que é um guerreiro da luz?

Depois do filme, o livro.

O livro que vou apresentar de seguida talvez muitos já o esperem. De certa forma era inevitável uma vez que foi ele a minha inspiração inicial.

Não estamos aqui a falar de um livro qualquer, estamos a falar de um livro complexamente simples. Estamos a falar de uma autêntica bíblia do auto-conhecimento. Estamos a falar de um manual. Não! Estamos a falar de O manual.

O Manual do Guerreiro da Luz.

 

Escrito pelo Carioca Paulo Coelho, este é um livro que consegue descrever o indescritível. A aparente simplicidade das suas palavras vai acompanhando o amadurecimento do leitor acabando por revelar todos os seus tesouros escondidos...a quem os souber reconhecer.

Sim, porque este livro não foi feito para ser lido por todo o mundo. Este livro só pode ser lido por quem tem olhos que vejam. Este livro só pode ser lido por que tem ouvidos que escutem.

Só quem consegue escutar os sinos que o mar faz tocar no seu leito consegue ler este livro.

E tu? Consegues ouvi-los?:

“O guerreiro da luz não tem medo de parecer louco.”

“O guerreiro da luz, às vezes, luta com quem ama.”

“O guerreiro compreende que as experiências repetidas têm uma única finalidade: Ensinar-lhe o que não quer aprender.”

“Para o guerreiro da luz, não existe nada abstracto.”

“Um guerreiro da luz nunca tem pressa.”

“Um guerreiro aproveita toda e qualquer oportunidade para ensinar a si mesmo.”

“Um guerreiro da luz faz sempre algo fora do comum.”

“Um guerreiro da luz, quando começa, vai até ao fim.”

“Um guerreiro sabe que os seus melhores mestres são as pessoas com quem divide o campo de batalha.”

“Um guerreiro da luz medita. Ele sabe que no silêncio do seu coração existe uma voz que o orienta.”

“O guerreiro da luz sabe que é impossível viver em estado de completo relaxamento.”

“Um guerreiro da luz muitas vezes desanima. Ele nem sempre tem fé.”

“Um guerreiro da luz sabe que nenhum homem é uma ilha. Ele dança com os seus companheiros, mas não transfere para ninguém a responsabilidade dos seus passos.”

“O guerreiro da luz sabe que todo o mundo tem medo de todo o mundo.”

“Um guerreiro da luz é fidedigno. Às vezes julga-se mais importante do que realmente é. Mas não mente.”

“É porque pensa que é o que diz, que o guerreiro acaba por se transformar no que diz.”

“Todas as vezes que o guerreiro desembainha a sua espada, utiliza-a. A espada não foi feita para ser usada com a boca.”

“O guerreiro da luz comporta-se como uma criança.”

“Um guerreiro não tenta parecer; ele é.”

“Os guerreiros da luz reconhecem-se pelo olhar.”

“O guerreiro raramente sabe o resultado de uma batalha quando esta acaba.”

“Um guerreiro da luz não se arrepende porque o arrependimento mata. Ele humilha-se e concerta o mal que causou.”

“Um guerreiro da luz compartilha com os outros o que sabe do caminho.”

Tudo isto é ser um guerreiro da luz. Tudo isto e muito mais.
Este é o caminho que escolhi para mim e este é o caminho que te quero mostrar. Sem armaduras pesadas e sem conversa fiada a tentar mostrar uma realidade que não existe. Sem fórmulas mágicas que te prometem mundos e fundos em 5 minutos.

Se vais caminhar ao meu lado precisas de saber a verdade sobre mim sem tretas. E a verdade é que eu sinto-me completamente aterrado.

Quem?!? O guerreiro da luz? Aterrado?! Mas que conversa é essa?

Pois é, lamento desiludir-te mas a minha vida não é o mar de rosas que pode aparentar. Por estranho que te possa parecer, eu não enfardo complicações ao pequeno-almoço e não tenho nenhum “resolve-problemas” dourado e brilhante que uso rápida e habilmente sempre que me deparo com um obstáculo na minha vida.

Nem sempre sei o que fazer e por vezes tenho muitas dúvidas.

Também não tenho duas irmãs gémeas Suecas vestidas de enfermeira à espera do meu estalar de dedos, nem as mulheres me caem aos pés sempre que vou a um bar. Por vezes também fico “encavacado” sem saber o que dizer e também faço “figuras tristes”... :)

Mas fixe! Não há crise. Eu não tenho interesse em criar uma espécie de aura mágica em volta de mim que me faça parecer o rei da macacada.

O importante não é nada disto. Porque se não sabes ficas a saber: Não importa quão espectacular e perfeita uma pessoa aparente ser. Não importa se é o presidente da República ou o campeão da volta à lua em bicicleta. Não importa se é aquela loira em pose inabordável ou aquele homem de olhar assustador e dominante. Sabes que mais? Eles nunca passarão de simples seres humanos de carne e osso com problemas e medos exactamente iguais aos teus. Se pensares bem, acaba por ser óbvio não é?

Pois. É precisamente isso que eu sou. Um gajo simples de carne e osso, que decidiu evoluir custe o que custar.

É só isto que faz a diferença na vida das pessoas. É só isto que importa. O resto é paisagem.

É isto que vais sentir quando tomares a decisão de evoluir e mesmo depois de teres evoluído durante anos e anos a fio: Medo. Muito medo. O medo vai estar presente na maior parte das tuas decisões. Medo do que os outros vão pensar, medo do que os outros vão dizer, medo de não seres capaz, de caíres no ridículo e fazeres figura de palhaço.

Medo.

Esse vai ser o teu baptismo. É o medo que vai separar o trigo do joio. É o medo que vai determinar a fibra de que és feito.

Nem sempre vais conseguir ultrapassá-lo, vai haver dias que não vês nenhum sentido e vais duvidar do caminho da luz e da tua força para o percorrer. Vai haver dias em que vais sentir-te indigno, vais ter atitudes covardes, mesquinhas e infantis.

Não importa.

Quando acordamos de um longo sono, a luz incomoda os olhos...

Tentamos tapá-la com as mãos e queremos que desapareça. Dói-nos a cabeça quando a olhamos directamente.

Não importa.

Desde que nunca abandones a vontade de tentar ser melhor do que és, tudo o resto é completamente indiferente.

“Um guerreiro da luz volta sempre à luta. Nunca por teimosia mas sim por coragem.”

David Veríssimo
planeta.marte@portugalmail.pt ou planeta.venus@portugalmail.pt

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Olfacto, Paladar, Tacto e considerações várias sobre a arte de bem fingir que se evolui

Olfacto (Nariz): Para além das toxinas conhecidas por todos dos escapes dos automóveis tabaco e por aí fora se o permitires, o teu nariz pode levar para o teu organismo muitas coisas que não te interessam. Ambientadores (autênticas bombas de toxinas), vernizes, tintas, ar condicionado, etc. Na verdade, quando cheiras um aroma isso significa que, parte do que estás a cheirar, está a entrar no teu corpo.

Quando passares numa quinta com animais e cheirares bosta de vaca por exemplo, já sabes que...aaaa...ok, vamos passar à frente  :)

Conclusão: Estamos a todo o momento a obter partículas tóxicas de diferentes coisas através da respiração e, como é óbvio, é impossível isso não acontecer, mas, é possível reduzir substancialmente essas partículas.

Paladar (Língua/Boca): Os medicamentos são a coisa mais tóxica que podes por no teu organismo. É claro que muita gente não vai entender porque digo isto mas (embora gostasse) por agora não tenho espaço para tratar este tema.

Outra coisa que tens de ter atenção é à comida. Mais concretamente ao que se põe na comida. Hoje em dia todas as frutas e vegetais são “medicados” para resistir às pragas. Deves entender que a indústria da comida também é um negócio e também é gerido por homens que querem ter o máximo possível de lucro. Também eles se perguntam como é que podem produzir os seus produtos ao preço mais baixo possível para depois vender o máximo de produtos ao preço mais alto possível. A resposta é: Baralha a mãe natureza. Obtém um químico qualquer saído de um qualquer laboratório e borrifa tudo com ele para que tudo cresça maior, mais rápido e mais resistente às doenças, totalmente ao contrário do curso natural das coisas. Então o que é que acontece? Tu compras uma cenoura no hipermercado que já levou com fertilizantes químicos, hormonas de crescimento, pesticidas, herbicidas, suicida e sabe deus o quê mais. Passou de um vegetal totalmente natural e saudável para uma cenoura carregada de toxinas que além do mais perdeu grande parte do seu valor nutricional. Diz-se que terias de comer até 5 vezes a quantidade de comida que os teus avós comiam, só para receber o mesmo valor nutricional. É por isso que se vais comer vegetais ou fruta, ou o que quer que diga respeito a isto, o que obviamente é salutar, deves, se puderes, comprar as que nasceram organicamente.

Tacto (Pele): Como sabes a pele é o maior órgão do teu corpo. Tudo o que pões na pele é absorvido e entra no teu corpo. Há medicamentos que são administrados por via da pele. O corpo absorve-os e, em minutos, estão na tua corrente sanguínea. Tudo o que pões na tua pele acaba na tua corrente sanguínea.

Estás a ver o problema que se cria aqui?

Nós pomos coisas na nossa pele tal como loções, protector solar, cremes de beleza, certos champôs, desodorizantes, antitranspirantes, etc. Estes produtos contêm ingredientes que obviamente são tão mortíferos que não podem ser administrados por via oral. No entanto, são permitidos por via tópica. Os médicos sabem perfeitamente que estes tóxicos são absorvidos pela tua pele mas a pressão por parte dos lobistas e dos políticos é tanta e há tanta gente a ser subornada que os fabricantes são autorizados a utiliza-los nos seus produtos. 5 dos ingredientes mais comuns dos cremes solares são conhecidos por provocar o cancro! Se eu te disser que o cancro de pele tem vindo a aumentar juntamente com a utilização dos cremes solares talvez uma campainha soe na tua cabeça...

Ok, como podes confirmar mais uma vez, os conceitos que lês nos posts que publico embora sejam lógicos (à sua maneira) e, pode dizer-se, fáceis de entender, vão muitas vezes contra a sabedoria convencional e contra aquilo que vês, ouves e fazes todos os dias da tua vida.

Isto significa que, se já é difícil transmitir um conceito ou ideia a alguém que não o vê no seu dia-a-dia, a tarefa ganha maior dificuldade se a única coisa que vais fazer é ler o que escrevo. Se queres considerar-te um verdadeiro Guerreiro da Luz precisas de fazer mais do que ler, precisas de APLICAR o que lês. Por vezes aprender sobre determinada coisa pode dar-te a sensação de que estás a fazer algo de concreto para evoluir e na verdade até estás porque ler e teorizar sobre as coisas é também um passo MUITO importante no teu caminho de evolução. Agora...teoria sem prática e sem aplicação verdadeira no “terreno” daquilo que se aprendeu, não vale nada. Nicles. Niente. Nothing. Rien de rien.

Queres que seja sincero contigo? Para continuares na cepa torta não precisas da minha ajuda...

Eu não tenho interesse nenhum, nem quero estar aqui a perder o meu e o teu tempo, a fazer-te passar um bom bocado. Eu quero que tu evoluas MESMO. Não me interessa para nada ter 1000 leitores fiéis e amáveis que não têm a capacidade para se zangar, motivar e aplicar o que aprendem.

Lembras-te do Anthony Robbins? Ele tem uma teoria muito interessante dos “Should’s” e dos “Will's”. Que porra vem a ser esta? Isto é mais ou menos assim: Há 2 tipos de pessoas no mundo, os que fazem e os que dizem que deviam fazer. Uma pessoa que não está verdadeiramente interessada em evoluir diz muitas frases com a palavra “Should”. Eu devia fazer isto, eu devia fazer aquilo...quem quer evoluir limita-se a fazer e pronto. Se ele realmente acha que devia fazer então ele faz por conseguir fazer o que quer, não diz aos 4 ventos que devia fazer e depois não faz peva.

O melhor exemplo que te consigo dar é o dos fumadores. Eu conheço muito poucos fumadores que não me digam que estão a pensar deixar de fumar. Praticamente todos dizem que deviam deixar de fumar, que sabem perfeitamente que é uma estupidez, que é caro, faz mal à saúde, bla bla bla bla bla bla bla...isto é atirar areia para os olhos das pessoas. Isto é encher os seus próprios olhos de areia.

Acreditar que um fumador tem consciência disso é acreditar que ele deseja morrer e é acreditar que ele não deseja gozar de perfeita saúde. Faz sentido?

O problema então, na minha maneira de ver, não é que ele queira morrer ou desenvolver doenças, o problema é que ele não tem verdadeira consciência dos seus actos. Ele pode dizer que sim a quem quiser, mas como acabei de provar em cima, isso não pode ser verdade.

É esta então, uma das grandes bases da evolução: Transformar aquilo que tu achas que deves fazer em acções. À primeira vista isto parece óbvio e simples mas se olhares bem à tua volta vais notar que a esmagadora maioria das pessoas não faz o que acha que deve fazer, faz o que tem vontade de fazer na altura que lhe dá a vontade. É a vitória do cérebro límbico sobre o racional. É a vitória das emoções e da necessidade sobre o óbvio racional e o que deve ser feito. É a vitória dos Should sobre os Will.

Por vezes dou o exemplo do telemóvel para exemplificar melhor o que quero dizer.

Ora bem, tu compras um telemóvel. Fixe. Não há mal nenhum em comprar um telemóvel tal como não há mal nenhum em comprar uma arma de fogo. O problema não é a arma de fogo, a arma de fogo por si só não mata ninguém. O problema é a forma como ela é usada. Ao contrário do que possas pensar não existe relação absolutamente nenhuma entre a quantidade de armas de fogo e a violência/insegurança. Na Suíça por exemplo, é fornecida uma espingarda a todo o indivíduo adulto e é-lhe permitido ter a arma em casa. Em bases proporcionais, a Suíça tem mais armas de fogo que praticamente qualquer outro país do mundo, no entanto é também um dos países mais seguros.

É preciso dizer isto sem gaguejar: Não são as armas que causam mortes, são as pessoas. Atribuir a culpa à quantidade de armas ou a qualquer outro factor externo é a chamada desculpa esfarrapada para livrar a nossa própria responsabilidade. O que é que isto tem que ver com os telemóveis e com o tabaco? Simples: Quando mal usados, provocam igualmente muitos males.

Vamos lá ver uma coisa, quando as pessoas não são informadas, por exemplo, que um medicamento mata ou provoca horríveis efeitos secundários elas queixam-se que podiam ser salvas muitas vidas se tivessem a informação atempadamente mas quando a informação chega atempadamente as pessoas ignoram-na! What the fuck?

Hey! OS TELEMÓVEIS PROVOCAM CANCRO. Não é uma frase difícil de memorizar. Não rima mas é até bastante curtinha, simples e directa...

Isto chegou ao cúmulo de AS PRÓPRIAS MARCAS DE TELEMÓVEIS admitirem este facto. Qual é a desculpa agora? É que já não pode ser o “ninguém nos disse nada”...

Atenção, eu não estou a dizer que não deves usar telemóvel. É que nem sequer precisas de chegar a esse ponto. Um simples auricular é tudo o que precisas...usar o auricular cada vez que fazes ou atendes uma chamada é o quanto basta. SEMPRE. Mesmo que pareça mal. Mesmo que não dê jeito. Mesmo que não te apeteça. Não uses o telemóvel perto da tua cabeça e tem-no o menor tempo possível nos teus bolsos.

Este é um exemplo simples de uma decisão de alguém consciente, de alguém que rege a sua vida por aquilo que acredita e sabe ao invés de por aquilo que lhe apetece e dá mais prazer. Negar isto é negar as evidências. E negar as evidências é tudo aquilo que tu não queres.

Pensa bem em todas as coisas que fazes mas que lá bem no fundinho sabes que devias parar de as fazer por alguma razão. Pensa bem em todas as coisas que devias fazer mas que por alguma razão irracional não fazes.

É difícil? É.

So what? Se queres que te dê umas massagens no ego e te limpe o rabinho com águinha de malvas vieste ao blog errado. Evolução implica dedicação.

Já agora, repara bem nas 4 fases por que passa o teu cérebro quando aprendes algo novo:

Para que consigas reter a informação é necessário que te perguntes agora mesmo quão “ensinável” és tu. Existe, de facto, um “índice de ensinabilidade” que vai determinar a facilidade com que apreendes novos conceitos. Este índice consiste em duas variáveis. A 1ª variável é a tua vontade de aprender. Contudo a 2ª variável vai mesmo determinar quão ensinável tu és. A 2ª variável do índice de ensinabilidade é a tua vontade de aceitar mudanças. Se numa escala de 0 a 10 tens 10 na 1ª variável mas 0 na 2ª…10 X 0 = 0. Ou seja o teu índice de ensinabilidade é não existente.

Agora considera as tais 4 fases:

1-      Incompetência Inconsciente- Esta é a fase em que tu não sabes que não sabes. Desconhecias a informação totalmente.

2-      Incompetência Consciente- Esta é a fase em que tu sabes que não sabes. Alguém te fez chegar a informação e tu entende-la mas tens noção que ainda não consegues dominar bem os novos conceitos. Deram-te uma bicicleta mas tu tens medo de a montar porque sabes que ainda não a dominas bem e podes cair ao chão. O problema é que a única maneira de dominar a bicicleta é conduzi-la...se tiveres a coragem de conduzir a bicicleta o tempo suficiente acabarás por chegar ao 3º nível:

3-      Competência Consciente- Aqui tu sabes que sabes mas ainda precisas de pensar conscientemente sobre isso. Aqui tu já fazes uns cavalinhos e tal mas ainda precisas de focar a tua atenção nos gestos que tens de fazer efectuar um cavalinho.

4-      Competência Inconsciente- Aqui é quando se torna uma segunda pele, aqui a informação passa a fazer parte de ti, aqui é quando sabes a informação como sabes o teu próprio nome, aqui é quando está totalmente interiorizado e entranhado e é uma coisa completamente automática. Aqui é quando fazes um cavalinho para subir um passeio sem te aperceberes.

Sempre que eu aqui te der uma informação nova que tu desejas implementar na tua vida vais passar pelas 3 primeiras fases. Quando desligares a internet e fores à tua vida terás de implementar a informação por um período de tempo antes de atingires o nível 4. E se fores suficientemente persistente, garanto-te que o atingirás. É inevitável.

Bem, acho que por hoje estamos conversados. Qualquer dúvida que tenhas os mails são os do costume.

Já agora, para quem não sabe, hoje é o meu aniversário!  :D

Amanhã a festa vai ser de arromba por isso se este blog deixar de ser actualizado durante uns meses sê compreensivo pois talvez tenha acordado no topo dos Himalaias sem sapatos e com uma gravata na cabeça. Aproveita e envia mantimentos e uma picareta de alpinista.

Fica com mais duas fantásticas máximas.

“O trabalho do pensamento assemelha-se à perfuração de um poço: A água é turva a principio mas depois fica límpida.” – Provérbio Chinês

“Quem não quer pensar é um fanático; quem não consegue pensar é um idiota; quem não ousa pensar é um covarde.” – Francis Bacon

 

David Veríssimo

planeta.marte@portugalmail.pt ou planeta.venus@portugalmail.pt

segunda-feira, 13 de julho de 2009

O Medo

do"A única coisa que cura o medo é o perigo auntêntico" - Alain
"Quem não arrisca, não teme" - Geoffrey Chaucer
"Quem teme padecer padece já o que teme" - Michel E. de Montaigne
"Nada se deve temer tanto quanto o medo" - Franklin D. Roosevelt
"Deixarás de ter medo quando deixares de esperar" - Séneca